quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Palestra sobre "Políticas Públicas Para o Bem-Estar"

Fonte: Blog Demais:

Com o objetivo de contribuir com o bem estar coletivo e integração do indivíduo na sociedade, o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo de Carvalho (Foto: Divulgação), do Democratas, palestra sobre "Políticas Públicas Para o Bem-Estar Social", na noite desta quinta-feira, 9, entre 18h30 e 20 horas, na sede da Humanos RH, na rua Santa Luzia, 29, bairro Coronel José Pinto (rua entre a API e a Brisa Veículos.
Contatros: http://www.humanosrh.com.br/. Telefones: 3614-8872, 3485-5584, 8144-6403, 9115-6161 e 8839-0448. Os certificados serão enviados por e-mail.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A festejada volta ao passado


Por Hugo Navarro
O passado não torna. A afirmativa é velha, mas suscita dúvidas. Há quem deteste, por vários motivos, o passado. Getúlio Vargas, quando presidente,afirmou, em discurso, que olhar para o passado é cacoete perigoso "pois quem muito olha para trás acaba torcendo o pescoço."
Passado, em Portugal, já foi sinônimo de defunto, quem passou deste mundo ao outro. Apesar da advertência do profeta Isaias de que não devemos lembrar coisas passadas, nem nos preocupar com acontecimentos antigos, segundo exegetas referindo-se à passagem do Mar Vermelho e a destruição do exército egípcio, que seriam superadas pelos sucessos do novo êxodo, ninguém pode negar o valor dos estudos históricos e das diversas ciências que lhes servem de suporte e rumo.
Sobre o novo êxodo não há unanimidade de entendimento. Para alguns é a vida espiritual e santa a que nos levará o fim do mundo, próximo, de que o dilúvio, enfrentado por Noé, foi apenas ensaio. Para outros são os novos rumos ditados, à humanidade, pelo cristianismo. Recentemente, para muitos, não passa de era, iniciante, da absoluta, perpétua e incontestável inocência e impunidade de chefes de governo e seus auxiliares imediatose a conseqüente e fatal incriminação de ocupantes de cargos inferiores, condenados publicamente quando surgem feias lesões ao erário, com o que tudo fica devidamente explicado e satisfeito o povo. A notável providência por certo vem da monarquia de outros tempos, em que o rei, de origem divina, jamais poderia incorrer em deslizes.
Feira de Santana, no que concerne à volta ao passado, é feliz. O povo desta cidade já penou, na luta da sobrevivência, no trem e no vapor da Cachoeira, em busca de seus interesses na capital do Estado. Tão importante era o vapor da Cachoeira, para os feirenses, que chegou a fazer parte do anedotário, da música popular e dos jornais, que publicavam, regularmente, os horários do fluvial e único meio de transporte que ligava o povo desta terra a Salvador, fazendo crescer o prestígio da pensão de D. Tuti, do Hotel Colombo e do jogo do bicho, grandes marcas da heróica cidade do Paraguassu.
Com assombro e satisfação gerais, no governo de Francisco de Góes Calmon, recebemos a primeira rodovia que nos ligou à capital. Era a antiga estrada de boiadas, melhorada, que deu lugar ao surgimento das marinetes, que faziam a ligação Feira-Salvador, quando tudo corria bem, em quatro horas de tombos e sustos, poeira vermelha no verão e lamaçal, se chovia, com parada obrigatória em São Sebastião do Passé, para refeições e outras naturais necessidades humanas, provando que o sertanejo é forte. Não há notícia da morte de viajantes após comer em São Sebastião e de ter utilizado as espantosas instalações sanitárias de seus restaurantes. Em um deles, no almoço, Euclides Mascarenhas, funcionário da Prefeitura de Feira, saboreou barata pensando que era folha de louro de feijoada. Veio, depois, o automotriz, carro ferroviário dotado de motor a diesel, que proporcionava, em cinco horas, viagem mais tranquila e mais limpa, quando não quebrava, deixando os passageiros a passar fome e sede à espera de socorro.
A reforma da rodovia, com asfalto (era no tempo do Fluminense de Feira), provocou enormes alegrias, que se multiplicaram com a famosa duplicação da chamada BR-324, demorada e confusa, mas sem denúncias, processos e, muito menos, prisões.
Todo o drama, entretanto, voltou. Quem tem compromisso em Salvador, agora, tem que viajar de véspera, como antigamente, levando comida, água e coragem, pedindo a Deus que lhe permita engarrafar perto de posto de gasolina para o desafogo das exigências corporais.
E ainda há quem diga que o passado não volta!
Fonte: Jornal "Folha do Norte"
http://oliveiradimas.blogspot.com/2012/02/festejada-volta-ao-passado.html

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Saiu no Blog Demais de Dimas de Oliveira: Nota de Marcello Araújo

Amigo Dimas,


Houve erro na primeira publicação do decreto (16/01) informando minha exoneração sem o termo "a pedido". Relato que se tratou de um mero erro administrativo, corrigido rapidamente com o Decreto Individual nº 027/12 de 16 de janeiro de 2012, republicado em 19 de janeiro no jornal "Folha do Estado", página 6, constando, assim, "exonerar, a pedido".

Informo que entreguei o cargo à Prefeitura para dedicar-me, com mais atenção e tempo, ao Mestrado em Planejamento Urbano e Desenvolvimento Social que estou cursando na UCSal e a outros projetos profissionais que pretendo retomar com mais empenho.

Aproveito aqui para agradecer à imprensa pela forma respeitosa com que noticiou o meu trabalho na direção dos Parques da Cidade e da Lagoa. Deixo, também, a todos os servidores da Prefeitura e a todos os prestadores de serviço e colaboradores que me possibilitaram desenvolver esse trabalho, um sincero agradecimento.

Um forte abraço,

Marcello Araújo

Fonte:
http://oliveiradimas.blogspot.com/2012/01/nota-de-marcello-araujo.html

VALDOMIRO SILVA: Governo faz correção em ato de exoneração de Marcello Araújo

O Governo Municipal republicou, na edição desta quinta-feira (19) de um jornal local, a portaria exonerando o coordenador de Projetos Especiais Marcello Araújo "a pedido" de Marcello, então ocupante de cargo nível DA-1.

Ele próprio enviou nota ao site, fazendo a correção. A seguir, a íntegra dos esclarecimentos:

"Em resposta ao erro na 1ª publicação do edital (16/01) informando minha exoneração sem o termo “a pedido”, relato que se tratou de um mero erro administrativo, corrigido rapidamente com a republicação no Decreto Individual nº 027/12 de 16 de janeiro de 2012 e publicado em 19 de janeiro no Jornal Folha do Estado pág. 06, constando, assim, "exonerar, a pedido".

Informo que entreguei o cargo a Prefeitura para dedicar-me, com mais atenção e tempo, ao Mestrado em Planejamento Urbano e Desenvolvimento Social que estou cursando na UCSal e a outros projetos profissionais que pretendo retomar com mais empenho.

Aproveito aqui para agradecer à imprensa pela forma respeitosa com que noticiou o meu trabalho na Direção dos Parques da Cidade e da Lagoa. Deixo, também, a todos os servidores da Prefeitura e a todos os prestadores de serviço e colaboradores que me possibilitaram desenvolver esse trabalho, um sincero agradecimento. Quero em publico, agradecer ao Prefeito Tarcísio Pimenta a confiança e a atenção a mim depositada, sempre primorosa".

Fonte:
http://www.tribunafeirense.net/noticia_ler.php?codnoticia=10694&categoria=Politica&subcategoria=

terça-feira, 20 de abril de 2010

Desenvolvimento da Imagem Política Através das Estratégias de Marcas.

Por Antonio Marcello Ricci de Araujo.

RESUMO.

Os políticos por décadas, devido ao estado de anomia, desorganização, corrupção, apropriação indébitas e muitos outros atos degradantes para a imagem de homens públicos, conseguiram desvirtuar o mecanismo real para qual o marketing é estabelecido. Por isso, as atividades de marketing, entre nós, são contaminadas de desconfiança. Marketing é um sistema de regras e métodos próprios de produção, e, como tal, se propõe servir à esfera mais ampla que abriga, no caso, a esfera maior, o próprio sistema político. O marketing político é ciência , arte e técnica que se alimentam de climas sociais, das identidades dos atores principais e secundários, da geografia ambiental, do clima das circunstâncias, do sistema normativo, e, por conseqüência, é um espelho que se projeta a imagem da própria cultura política.

Demonstraremos que as técnicas das campanhas estratégicas de comunicação de marca são de fundamental importância para as equipes organizadoras de campanhas políticas. Uma imagem consistente e de valor promove os candidatos ao sucesso. Dando ao marketing político o objetivo de maximizar a competitividade. A visibilidade publica sempre foi e sempre será a ferramenta do sucesso. Antigos políticos já haviam descoberto o poder da persuasão, porém hoje isto é muito impossível de ocorrer, se o político não estiver engajado com a realidade e inserido na modernidade. A composição da imagem torna-se um processo complexo, pois o modo de representação deve manter um certo grau de permanência e coerência. Entenderemos, o conceito de imagem marca, no domínio da política de imagem, como um processo planejado intencionalmente na construção do perfil de um personagem posto a exposição na esfera pública com a finalidade de conquistar a adesão dos cidadãos, em meio à disputa de sentidos e ofertas simbólicas dos concorrentes. O propósito deste artigo é levar o leitor a uma compreensão da importância das estratégias de marketing que um partido político ou um político devem ter sobre sua comunicação para lograr êxitos positivos nas suas campanhas políticas. Daremos ênfase que o marketing político funde-se com o marketing empresarial, demonstrado os pontos em comum e quais devem ter maior ênfase. Somente com o uso de todas as ferramentas que o marketing possui, é possível apresentar a melhor visibilidade. As técnicas da publicidade de mercado são apropriadas pelas equipes de marketing político para fazer de seus políticos marca, que despertem identificação, admiração e afeto em eleitores cada vez mais “consumidores” de imagens.

O artigo Desenvolvimento da Imagem Política Através das Estratégias de Marcas, de Antonio Marcello Ricci de Araujo, fez parte Trabalho de Conclusão de Pós Graduação em Marketing Estratégico da Faculdade de Ciências e Tecnologias de Feira de Santana. Orientado pelo Prof. Esp. Fabiano Moura, em março de 2009.
Caso tenha interesse de visualizar o artigo completo em PDF, solicite através do e-mail marcello.r.araujo@gmail.com.br .



sexta-feira, 16 de abril de 2010

Parceria entre José Serra e Paulo Souto se fortalece

Encontro de Paulo Souto e José Serra em Salvador

Fonte Dimas de Oliveira - http://oliveiradimas.blogspot.com/2010/04/parceria-entre-jose-serra-e-paulo-souto.html
Foto: Divulgação

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, ex-governador de São Paulo José Serra, esteve sempre ao lado do presidente estadual do Democratas, Paulo Souto, na visita que fez a Salvador, na quarta-feira, 14. Estavam juntos nas Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid), Mercado Modelo e na Rádio Metrópole.

“Temos identidade de princípios, de programas e de ideias sobre o Brasil e a Bahia. Essa harmonia é muito importante na política, pois ter identidade entre candidaturas nacional e estadual é fundamental e isso será transmitido aos eleitores”, disse Paulo Souto ao ser indagado sobre a importância da aliança DEM/PSDB nas esferas nacional e estadual.

O pré-candidato tucano à Presidência da República, por sua vez, revelou que acompanhava o desempenho de Paulo Souto como governador da Bahia. “Paulo Souto foi muito bom governador. Ele é um homem que tem espírito público”, afirmou Serra, acrescentando que tem um parceiro forte na Bahia, Estado que tem o quarto maior número de eleitores no país.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Faith and the marketplace


By Colleen Walsh , Harvard Staff Writer / March 4, 2010
A panel of religious scholars examined the role of organized religion in helping to shape the national debate on economic reform and the country’s moral direction.


Religion should play a role in economic, moral reform, panelists say

Organized religion can be an important force for financial reform, according to a group of scholars who took part in a panel at the John F. Kennedy Jr. Forum on Wednesday (March 3).


In the discussion “From Wall Street to Main Street: The Search for a New Moral Compass for the New Economy,” the panelists agreed that religious communities need to be actively engaged in shaping both the nation’s economic reform policies and its moral direction.

“The [economic] crisis is structural and spiritual,” said panel member Jim Wallis, “so we have to address both.”

Wallis, an evangelical minister and president and CEO of Sojourners, an evangelical Christian organization, criticized the enormous bonuses paid out by big banks as “a symptom of societal erosion.” He cited the ubiquitous maxims “greed is good” and “I want it now” as evidence of the need for a new national ethic, one that focuses on helping one another and that considers the repercussions of current actions on future generations.

Issues of poverty and homelessness are “directly out of the Bible,” said television journalist and documentary film producer Liz Walker. A 2005 graduate of Harvard Divinity School, Walker, who is an ordained minister in the African Methodist Episcopal Church, called on religious communities to step away from their comfort zones and “be part of the action that makes things right.”

Interfaith social justice organizations can play a prominent role in pushing for important change, the panelists said. So too can church leaders who can initiate conversations with their congregations about the economy and rally them behind consumer protection reforms and efforts to shift business from banks deemed “too big to fail” to smaller, locally based ones.

“The Catholic Church is fairly institutional,” said the Rev. J. Bryan Hehir, and as such is well suited to address “what institutions need to do.” Hehir, Parker Gilbert Montgomery Professor of the Practice of Religion and Public Life at the Harvard Kennedy School (HKS), said people “ought to debate not how big government ought to be or how small government ought to be. We ought to ask, ‘What is the proper function of government?’”

Using that type of institutional framework, people can “then open up into other aspects of civil society,” said Hehir, and explore an institution’s moral responsibility.

Wallis was optimistic about the emergence of a new national tone.

A recent tour for his new book, “Rediscovering Values: On Wall Street, Main Street, and Your Street,” evolved into a series of informal town meetings, he said, where he learned of grassroots campaigns and discussions taking place in many congregations about the intersection of faith and finance and the vision of a “common, good” economy.

“I think there is a conversation going on now that sees this in a moral framework, that underneath the economic crisis is a values crisis, and we are not going to get to an economic recovery without a moral recovery that shapes it.”

“We as faith communities are going to have to organize,” said Walker, “and step up to the plate and lift up our prophetic voices.”

Richard Parker, HKS lecturer in public policy and senior fellow of the Joan Shorenstein Center on the Press, Politics and Public Policy, moderated the session.

Fonte: http://news.harvard.edu/gazette/story/2010/03/faith-and-the-marketplace/

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mercado eleva projeção de inflação em 2010 e 2011

Paula Laier,

São Paulo - O mercado elevou as projeções para a inflação ao consumidor e o crescimento da economia em 2010, mostrou o relatório Focus nesta segunda-feira, que também trouxe aumento na previsão para o IPCA e a taxa Selic no fim do próximo ano.


No caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), a mediana das previsões passou para 5,10 por cento, ante 5,03 por cento na pesquisa divulgada na semana passada. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de expansão de 5,45 por cento para 5,50 por cento.

A mediana para a Selic no fim do ano seguiu em 11,25 por cento, enquanto a taxa de câmbio foi estimada em 1,80 real, ante 1,81 real na divulgação anterior.

Para 2011, o Focus também revisou para cima a previsão do IPCA no fechamento do ano de 4,60 para 4,70 por cento, enquanto a estimativa para o PIB foi mantida em 4,5 por cento.

De acordo com o levantamento mais recente, a Selic deve encerrar o próximo ano em 11,10 por cento, ante os 11 por cento calculados na pesquisa anterior. A previsão para a taxa de câmbio no final do ano que vem subiu de 1,85 para 1,87 real.

A meta de inflação perseguida pelo governo tanto em 2010 como em 2011 é de 4,5 por cento, com tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Projeto proíbe cobrança de emissão de boleto bancário

Foto de Laycer Tomaz
Francisco Rossi: consumidor não sabe que prática é abusiva e ilegal.

O Projeto de Lei 6349/09, em tramitação na Câmara, proíbe as empresas de cobrar pela emissão de boleto bancário ou carnê de prestações de produtos ou serviços adquiridos. Pela proposta, de autoria do deputado Francisco Rossi (PMDB-SP), a fiscalização da medida será feita pelos órgãos estaduais de proteção ao consumidor, de acordo com as normas do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

Na opinião de Rossi, os fornecedores deveriam arcar com as despesas da emissão do boleto, já que são beneficiados pela redução dos custos de produção e do risco de inadimplência. O parlamentar ressalta que as cobranças abusivas geram inúmeras reclamações em instituições de defesa do consumidor e ações nos Juizados Especiais Cíveis, o que sobrecarrega o Poder Judiciário e onera o Poder Público.

O boleto é oferecido ao consumidor como alternativa prática, já que permite o pagamento em caixas eletrônicos, por meio do código de barras. Além disso, ele ressalta que os bancos já possuem a tarifa interbancária, que serve para custear as despesas com emissão de boletos.

"Muitas vezes o consumidor aceita a cobrança devido ao baixo valor e à comodidade, mesmo sem concordar com ela. Mas o que poucos sabem é que essa prática é abusiva, ilegal e injusta. O consumidor tem o direito de questionar e não pagar, mesmo quando a cobrança é estabelecida em contrato", afirma.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte Agência da Câmara; Reportagem - Adriana Resende/MO; Colaboração - Laís Braz

Proposta exige lacre higiênico em latas


Foto de Diógenes Santos
Evandro Milhomen: o lacre evita a transmissão de doenças.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6590/09, do deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), que obriga os fabricantes a colocarem lacre protetor removível na superfície superior das latas de cerveja, refrigerante, sucos e bebidas similares.

Conforme a proposta, as empresas terão prazo de 180 dias após a promulgação da lei para se adaptar à nova exigência. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Secretaria de Defesa e Proteção do Consumidor e os Procons serão responsáveis pela fiscalização e pela aplicação de penalidades.

De acordo com Milhomen, a medida busca oferecer garantias de higiene e de segurança alimentar ao consumidor. "A adoção do lacre pode evitar a transmissão de doenças, como a leptospirose", exemplifica.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Defesa do Consumidor; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte Agência Câmara; Reportagem - Maria Neves; Edição - Marcelo Oliveira

Consumo energético de produto poderá ser informado a consumidor

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6547/09, do Senado, que inclui a eficiência e o consumo energéticos entre os dados que devem constar na oferta e na apresentação de produtos ou serviços. Pela proposta, o Poder Executivo regulamentará a metodologia de aferição a ser observada na divulgação dessas informações.

O texto altera o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), que já prevê a necessidade de os fabricantes disponibilizarem, em seus produtos, dados sobre características, qualidade, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, além dos riscos que apresentam à saúde e à segurança dos consumidores.

O autor da proposta, senador Renato Casagrande (PSB-ES), argumenta que a medida é fundamental para que os consumidores, no ato da compra, possam levar em conta a preocupação com a natureza. "A informação sobre a eficiência e o consumo energéticos permitirá a escolha de produtos menos danosos ao meio ambiente e fará com que os fornecedores fabriquem produtos cada vez mais eficientes, em razão do aumento da procura", afirma.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo e em regime de prioridade, será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:PL-6547/2009

Fonte: Agência Câmara dos Dputados
Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Marcelo Oliveira

domingo, 27 de dezembro de 2009

Comissão aprova bloqueio de recursos para 24 obras federais

Foto Odebrecht online

Dos 24 empreendimentos que terão recursos bloqueados, 4 são da Petrobrás.

A Comissão Mista de Orçamento aprovou nesta segunda-feira (21) o bloqueio de repasses federais para 24 empreendimentos em andamento no País. Eles compõem o chamado Anexo 6 da proposta orçamentária, onde constam as obras que apresentam indícios de irregularidades graves segundo fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU). As obras só poderão receber recursos após a solução dos problemas apontados pelo tribunal.


Dos 24 empreendimentos, quatro pertencem à Petrobras – a construção da refinaria Abreu e Lima (PE), a ampliação da refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar-PR), a construção do terminal de escoamento de Barra do Riacho (ES) e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). As duas refinarias fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O governo tentou retirar as obras do anexo, mas perdeu na votação do Senado por apenas dois votos – entre os deputados o resultado havia sido favorável ao Executivo. Antes da deliberação houve um intenso debate entre os parlamentares. O líder do PT na comissão, deputado Jilmar Tatto (SP), informou que o governo tentará reverter a decisão no plenário do Congresso, nesta terça. “Vamos apresentar destaques no plenário”, afirmou.

Entre os problemas apontados pelos técnicos do TCU para as obras da Petrobras estão sobrepreço, ausência das planilhas de custos, projetos básicos deficientes e cronogramas de desembolso incompatíveis com o ritmo da obra. Também foi questionado o pagamento de equipamentos parados pelo mesmo valor dos equipamentos em operação.

Comitê

A lista com as obras passíveis de bloqueio foi apresentada pelo comitê sobre obras com indícios de irregularidades graves da Comissão de Orçamento, coordenado pelo deputado Carlos Melles (DEM-MG). Ele se mostrou surpreso com o resultado da votação no caso Petrobras.

“Cheguei aqui pensando que íamos perder”, disse Melles, referindo-se à mobilização do governo para tentar retirar a Petrobras do anexo. O deputado afirmou que o bloqueio recai apenas sobre os contratos auditados pelo TCU, e não afeta o andamento das obras. “Não haverá obra paralisada. Os contratos irregulares é que serão suspensos”, disse.

Ele disse que em fevereiro o comitê volta a se reunir. Se até lá a companhia petrolífera resolver as pendências com o TCU, as obras poderão sair do anexo. Para isso, a Comissão de Orçamento terá que aprovar um projeto de decreto legislativo autorizando a retomada dos repasses.

Debate

Durante a discussão do parecer, a defesa da companhia petrolífera coube a parlamentares do PT. O deputado Eduardo Valverde (RO) considerou que o comitê foi “extremamente rigoroso” com a Petrobras. Na opinião dele, a empresa não cometeu nenhuma irregularidade, apenas tem uma posição diferente sobre o marco legal que deve seguir nas suas licitações – a estatal alega estar submetida ao Decreto 2.745/98, e não à Lei de Licitação (8.666/93).

“Posso garantir aos meus pares que não houve irregularidade, mas apenas uma divergência de interpretação. A formação de preço de uma refinaria é diferente da formação de preço de uma escola”, disse. O deputado Pedro Eugênio (PT-PE) lembrou que a decisão poderá afetar o andamento das obras. Somente na refinaria Abreu e Lima existem 8 mil homens trabalhando. “Parar essa obra é algo extremamente grave”, afirmou.

O deputado Ricardo Barros (PP-PR) defendeu a posição do comitê. Apesar de ser vice-líder do governo na Câmara, ele argumentou que em nenhum momento a Petrobras se manifestou sobre as alegações do TCU. “Ela não quer admitir que tem que ser controlada pelo Congresso. Não podemos nos submeter à Petrobras”, afirmou Barros. O deputado Cláudio Cajado (BA), líder do DEM na comissão, também votou a favor do relatório do comitê. “Votar contra ele é fechar os olhos para todo o trabalho do TCU”, disse.

Parecer favorável

O parecer apresentado pelo comitê na semana passada incluía 26 obras no Anexo 6. Ontem o deputado Carlos Melles apresentou parecer retirando duas, aprovado pela comissão – a construção de um trecho da ferrovia Norte-Sul entre Tocantins e Goiás, e uma obra de saneamento em Teresina (PI). Desse modo, ambas poderão receber verbas no ano que vem.

No caso da ferrovia, a estatal Valec, que administra a construção do empreendimento, informou que possui garantias financeiras da empresa contratada suficientes para cobrir eventuais danos ao erário. Em relação à obra no Piauí, a estatal de saneamento local (Agespisa) informou que já cancelou o contrato questionando pelo TCU por sobrepreço.

Retenção

Além de pedir o bloqueio de repasses para as 24 obras, o comitê sugeriu que outras 22 tenham retenção cautelar de recursos. A retenção é uma garantia financeira exigida da empresa executora do contrato como forma de prevenir a ocorrência de prejuízos ao orçamento. Melles destacou que pela proposta do comitê, se a retenção não for cumprida, os empreendimentos poderão ser inscritos no Anexo 6.

Reportagem - Janary Júnior

Edição - Natalia Doederlein
Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias

Política econômica não estará sujeita a interesses eleitorais em 2010, afirma Mantega



Por:Wellton Máximo Repórter da Agência Brasil

Brasília - Na segunda parte da entrevista concedida no dia 21 de dezembro  à Agência Brasil (ABr) e à TV Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o principal desafio para a economia brasileira, em 2010, será a manutenção da política econômica em meio às pressões por aumento de gastos típicas de anos eleitorais. Ele negou que pretenda concorrer a algum cargo público no próximo ano e disse que essa postura ajudará a manter a economia a salvo de certas questões políticas.


Sobre uma possível saída do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, para disputar as eleições em Goiás pelo PMDB, Mantega afirmou que qualquer ambição eleitoral de Meirelles não representará riscos para a economia. Segundo ele, qualquer nome que assumir o comando do BC dará continuidade às medidas tomadas nos últimos anos, porque a política econômica é determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro ainda falou sobre as perspectivas para o país depois de 2010. Para ele, os rumos da economia não devem mudar, independentemente do candidato eleito para suceder o presidente Lula, porque não se muda o que está dando certo e a população está comprometida com a atual política de crescimento com responsabilidade fiscal e transferência de renda.

A entrevista também foi exibida no telejornal Repórter Brasil, da TV Brasil às 21h.

Agência Brasil: O senhor, até pelo enfrentamento da crise, reuniu certo capital político. Não fica tentado a seguir carreira política, a tentar uma eleição a partir do próximo ano? O senhor é filiado a algum partido?

Guido Mantega: Acho que depende da vocação das pessoas. Sou filiado ao PT, mas não tenho vocação para esse tipo de atividade política. Gosto de ser professor, como era antes de entrar para o governo, e de fazer o que faço, que é mais uma função técnica. Acho até bom que o ministro da Fazenda não tenha função política, porque consegue deixar a economia a salvo de certas questões políticas. Tenho metas, objetivos, uma estratégia econômica que sigo. independentemente de interesses políticos. É bom até que, num ano eleitoral como 2010, tenhamos muito claro qual é a política econômica, que não está sujeita a interesses eleitorais. Vamos aumentar o superavit primário no ano que vem. Não vamos fazer gastos além do previsto no Orçamento. O presidente [Lula] concordou que o governo fará um superavit primário de 3,3%. Repetiu ainda hoje para a imprensa. Essa é uma atitude profissional que prefiro manter, sem tentar concorrer ao Parlamento, porque não tenho vocação para esse tipo de coisa.

ABr: Ainda em política, mas também tocando a economia. O que o senhor acha de uma eventual saída do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, do governo?

Mantega: Ele não disse se vai sair, mas se vier a sair não acontece nada. Isso porque quem determina a política econômica não é o presidente Meirelles, nem eu. Se eu saísse, seria a mesma coisa. A política econômica é determinada pelo governo. As medidas anti-inflacionárias, as políticas de crescimento vigoroso, de transferência de renda, de responsabilidade fiscal continuam. Meu antecessor [Antonio Palocci] saiu e eu continuei fazendo a política de responsabilidade fiscal. Essa não é a discussão. Não fará diferença se eventualmente o Meirelles, com outras ambições políticas, sair.

ABr: O sistema de metas [de inflação] continua. O programa de combate à inflação continua, porque essa é uma decisão do governo, não do presidente do Banco Central. O conjunto do mercado teria compreendido então que, apesar de [Meirelles] ser um nome importante, a política econômica é do presidente Lula?

Mantega: Não tenho a menor dúvida. A política econômica é do presidente Lula. Ele optou por escolher Meirelles. O presidente certamente escolherá o nome que virá para cumprir aquela política à altura da tarefa que está colocado.

ABr: A economia é feita de muitas medidas técnicas, mas também de muita confiança. O senhor acredita que o fato de o presidente ter ido, em determinado momento, à televisão dizer ao brasileiro para comprar contribuiu com que fatia para esse resultado que vivemos agora? A injeção de confiança teve que proporção em relação à injeção de recursos?

Mantega: A economia não é uma ciência exata. Ela lida com indivíduos, com comportamento humano. Metade do comportamento se baseia em realidade, no palpável. A outra parte é influência psicológica, segurança. Você pode apresentar o melhor plano econômico do mundo, mas, se não houver confiança de que será um bom plano, as pessoas não vão acreditar. O presidente Lula ganhou a confiança da população nos últimos anos. O que ele falou foi muito ousado. Ele disse que a economia daria errado se as pessoas parassem de consumir. É claro que ele sabia que o Brasil tinha condições que outros países não tinham. O Brasil não estava nas condições dos Estados Unidos. Ele falou porque sabia que tínhamos reservas, que não tínhamos sido afetados pela crise e que, se o consumo se mantivesse, as coisas voltariam ao normal. Foi fundamental a palavra do presidente um ano atrás. A população confiou nele e deu certo.

ABr: Para 2010, tudo indica que a economia está garantida. E depois de 2010?

Mantega: A partir de 2010, vamos retomar um ciclo de crescimento econômico que está começando agora. É um novo ciclo, talvez mais forte que o anterior, de 2003 a 2008. O país está assentado em bases sólidas e, a meu ver, teremos nos próximos anos crescimento em torno de 5% a 6% ao ano. Será um ciclo maior do que tivemos até agora. Estou seguro de que entramos num ciclo virtuoso, de investimentos, de expansão, que vai durar muitos anos. Por isso digo que, no final de 2009, temos boas razões para comemorar. Passamos pela crise. A população brasileira vai terminar o ano muito bem. Será um Natal feliz para todos. E se preparem, porque 2010 e 2011 serão anos ainda melhores que o que termina agora.

ABr: Existe a possibilidade de o país sair do roteiro, dependendo do resultado das eleições?

Mantega: Não acredito porque, quanto temos política econômica eficiente, é uma incoerência mudá-la. Não acredito que algum candidato tenha coragem de mudar algo que está dando certo. Só se muda o que está dando errado. Muda-se a política econômica quando o país está numa crise, não está crescendo, tem inflação. Quando tudo corre bem, só se o candidato for, digamos, louco, o que não vejo no horizonte. Tenho certeza de que eles darão seguimento à política que estamos fazendo agora, de crescimento forte da economia com responsabilidade fiscal, inflação sob controle e melhoria da condição de vida do povo brasileiro. Quem não vai deixar [o rumo da política econômica] mudar é a população. O povo já aprendeu. Sabe votar. Certamente votará na continuação dessa política econômica, seja ela feita por qual candidato for. Ela exigirá que o candidato se comprometa. Portanto, estou tranquilo em relação ao futuro.

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/12/21/materia.2009-12-21.1496647309/view

Economista diz que ainda é cedo para afirmar que país superou a crise

Brasília - Ainda é cedo para afirmar que o Brasil superou a crise quando se analisa a situação da economia do país em 2009. A afirmação é do economista Marcelo de Avila. Ele que também faz análise da atividade econômica na Confederação Nacional da Indústria (CNI) entende que existe uma diferença muito grande entre recuperação e superação.


“Recuperação da crise, está ocorrendo sem dúvida nenhuma. Agora, superação, não".

De fato, se forem observados indicadores, incluindo os dessazonalizados (que não consideram períodos específicos do ano, como datas festivas) da CNI, o percentual médio da capacidade instalada da indústria era de 83% em setembro de 2008, mês que antecedeu a crise no Brasil e período no qual os impactos ainda não estavam materializados. Em outubro de 2009, mês da última apuração para esse indicador, a capacidade instalada ainda estava no patamar de 80,5%, depois de ter iniciado o ano 78,1% e ficar abaixo de 80% até julho.

Marcelo de Avila lembra que 2009 pode ser visto sob duas óticas diferentes ou dinâmicas de crescimento. Uma mostra que o ano começou em recessão, porque o primeiro trimestre registrou o segundo PIB negativo (-3,6 e -0,8 respectivamente) frente ao trimestre anterior.

Por outro lado, ao serem analisados os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e de produção industrial, além de outros indicadores, dá para observar uma certa recuperação do crescimento.

Ele lembra que de fato vem ocorrendo uma recuperação da indústria e na capacidade instalada , sendo que isso aconteceu em sete dos dez meses do ano. Existem meses que há uma acomodação, mas é claro há o crescimento desse indicador e de forma gradual.

“Um exemplo é que a PIM cresceu em todos os dez primeiros meses do ano em 2009. Lógico que houve uma abrupta queda de aproximadamente 20% nos últimos três meses de 2008, mas a recuperação é consistente”, disse lembrando que esta não ocorre na velocidade pretendida, mas muita acima do que a maioria dos países.

Uma característica importante da economia brasileira, segundo o economista, que pode ser percebida, é o vigor dessa recuperação. Para ilustrar o sobe e desce no gráfico, ele diz que muita gente pode imaginar uma recuperação em “W ou WWW”. Marcelo de Avila, no entanto entende que o gráfico pode ser visto mais como “V”, com queda constante e elevação também constante.

“Talvez um V com um pouco de U em baixo, mas a realmente quando você olha produção industrial, que foi o setor mais impactado pela crise, ele está mostrando aí um crescimento mais consistente , não muito forte mais consistente”, disse. Nesse dez primeiros meses se você observar, dados acumulados até outubro, e comparar com dados de dezembro. Ou seja, pegando toda a variação acumulado no ano já foram 15% de crescimento na PIM. [se possível colocar link para a segunda matéria que fala de inflação].


Daniel Lima

Repórter da Agência Brasil

Fonte: www.agenciabrasil.gov.br/noticias

Risco remoto de inflação afasta necessidade de aumentar juros, analisa economista

Brasília - O economista da Confederação Nacional da Indústria, Marcelo de Avila, não vê necessidade de o Banco Central elevar as taxas de juros nos próximos meses para conter uma possível pressão sobre os preços, devido ao aumento do consumo provocado pela facilidade de crédito, entre outros fatores.

Para ele, se houvesse um comportamento explosivo da inflação, a situação poderia ser definida como preocupante, mas como esse risco é remoto, não há necessidade de elevação da Selic, a taxa básica de juros, atualmente em 8,75% ao ano.

“Por isso que a gente não acredita e não pensa na necessidade do Banco Central voltar a elevar os juros”, alerta, lembrando que mesmo com o crescimento sólido esperado e o aumento da demanda ainda existe uma ociosidade no [colocar link matéria anterior] parque industrial brasileiro.

“Existe um crescimento sólido, crescimento de demanda, que poderia trazer preocupação inflacionária, mas por outro lado você ainda tem ociosidade do parque industrial e tem investimentos em curso, como os que estão sendo retomados porque foram engavetados [diante da crise]”, disse.

Para ele, são várias combinações de fatores que fazem com que a inflação não mostre qualquer tipo de pressão. Ele lembra que os preços podem até aumentar um pouco, mas não haverá uma trajetória explosiva que não permita uma ação do Banco Central de exercer uma trajetória ascendente da taxa básica de juros.

“A gente não acredita. Pode até ocorrer [elevação da taxa], mas o nosso cenário é de manutenção da Selic”, afirmou.

Na questão do câmbio, o economista entende que as últimas medidas adotadas pelo Banco Central taxando a entrada de moeda estrangeira no país e aumentando as condições para que as empresas encontrem fontes de financiamento no mercado doméstico, com o lançamento de letras financeiras por parte de bancos locais, são ações que vão apenas atenuar o fortalecimento do real.

Ele lembra que a percepção dos investidores mudou para o Brasil, que praticava taxas de juros estratosféricas, pois tinha risco país elevado e precisava atrair capital. Agora, o padrão é outro e inverso, porque mesmo com a crise, os analistas veem o Brasil com estabilidade monetária, fundamentos econômicos sólidos e a forma que o governo tem atuado diante da crise. Diante de tal visão do mercado financeiro sobre o país, segundo ele, é impossível no momento observar uma interrupção da entrada de capital externo.

“Primeiro porque o diferencial de taxas de juros ainda é imensa quando você compara os Estados Unidos e o Brasil. Segundo, quando você compara o Brasil com o resto do mundo é um país que está sendo visto, não como forte com crescimento previsto de 5,5%, mas como um crescimento sólido e sustentável no sentido do avanço dos investimentos ao mesmo tempo”.

Ele porém, não condena as medidas, como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras, mas alerta que a valorização excessiva do real é preocupante justamente porque tira a capacidade de competitividade da indústria e sobrevaloriza os produtos brasileiros no exterior prejudicando as exportações.

Tanto é que Sondagem Industrial do terceiro trimestre ficou claro que a expectativa dos empresários industriais para os próximos 12 meses é que a indústria nacional fique focada no mercado interno, que tem sustentado a recuperação econômica no Brasil.

Por Daniel Lima

Repórter da Agência Brasil www.agenciabrasil.gov.br/noticias/

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

José Ronaldo - Sabatinado no programa "Entrevistas Coletivas", da Rede Bandeirantes.


Por Marcello Araujo.

O ex-prefeito, José Ronaldo de Carvalho, foi sabatinado no programa “Entrevistas Coletivas”, levado ao ar pela Rede Bandeirantes no domingo, 20 de dezembro às 23h30, com apresentação da jornalista Ludmila Bertié.


Bastante à-vontade com os temas expostos através de perguntas de vários jornalistas e apresentadores da sucursal da rede na Bahia, o Dr. José Ronaldo respondeu com sua peculiar inteligência e conhecimentos sobre todos os assuntos políticos e sociais.

Temas como saúde, educação e segurança foram as principais abordagens, mas a desenvoltura do atual prefeito Tarcísio Pimenta foi questionada também. Porém nenhum argumento dos jornalistas poderia derrubar ou contestar o ex-prefeito, conhecedor das causas e prerrogativas da atual gestão municipal.

Alguns pontos ficaram em destaque como a segurança no estado, onde o Dr. José Ronaldo lembrou que apenas 10% dos recursos eram dirigidos para esta área. “O que falta é uma solução administrativa”, disse o ex-prefeito salientando da necessidade do governador de investir mais em homens, equipamentos e estruturas.

Quando questionado da saúde e da digitalização dos postos de Feira de Santana, não faltaram em suas palavras elogios à gestão de Tarcísio Pimenta, preocupado no atendimento com excelência.

Logicamente por pertencer ao DEM, foi questionado sobre o Governador José Arruda e com as palavras “é lamentável”, “essas pessoas devem ser punidas” ele conduziu sua opinião e lembrou: “se o próprio PT não condenou aqueles do Mensalão, ficam outros com o sentimento de impunidade e que podem fazer o mesmo” e repetiu “deve-se punir todos os envolvidos”.

Ainda ficou a dúvida ao que o ex-prefeito será candidato, mas o certo é que será.

Pela “Entrevistas Coletivas” já passaram pesos pesados da política baiana, com destaque para o governador Jaques Waqner, deputado federal ACM Neto (DEM), e César Nunes, secretário de Segurança Pública do Estado .

José Ronaldo é o nome mais cotado do Democratas baiano para compor a chapa majoritária encabeçada pelo ex-governador Paulo Souto. Assim o DEM enfrentará o governador Jaques Wagner na sua tentativa de reeleição.

Além de ter desempenhado importantes papéis em vários mandatos parlamentares consecutivos na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal, José Ronaldo presidiu e fez o seu sucessor na União dos Municípios da Bahia (UPB), e saiu consagrado da Prefeitura de Feira de Santana, após oito anos de mandato (2001-2008), com aprovação quase unânime do segundo colégio eleitoral mais importante da Bahia, também obtendo êxito ao utilizar o seu prestígio político na construção da eleição do atual prefeito Tarcízio Pimenta.


FOTOS: Marcello Araujo, imagens da tranmissão da Rede Bandeirante, do programa “Entrevistas Coletivas”, de 20 de dezembro de 2009, às 11:30 e 12:00.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Governo estimula o comércio de motos sem antes educar o motociclista.


Por Marcello Araujo:
Fotos*

    Saiu no Portal Exame a seguinte notícia:




 
“Caixa e BB lançam crédito de R$ 3 bilhões para motos.

O financiamento será feito diretamente nas revendedoras, por meio de bancos parceiros, como Votorantim e Panamericano

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) lançaram nesta quinta-feira (17) uma linha de crédito de R$ 3 bilhões para o financiamento de motocicletas no país. Do total, R$ 200 milhões são oriundos de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e R$ 2,8 bilhões serão disponibilizados pelas instituições financeiras.

O financiamento será feito diretamente nas revendedoras, por meio de bancos parceiros. O BB terá como parceiro o banco Votorantim e a Caixa, o Panamericano.

O foco da linha de crédito estará na oferta de motos com até 150 cilindradas, segmento responsável por 90% das vendas de motos.

A Caixa e o BB também avaliam ações para intensificar a oferta de consórcios para motos, modalidade que representa hoje 32% das vendas do setor.

Com uma frota de 14 milhões de motos, o país é o quarto maior mercado em vendas, atrás de China, Índia e Indonésia. O setor tem hoje 11 empresas instaladas no país e há previsão de alta de investimentos e expansão do parque industrial.”

Onde vamos parar com tantas motos em trânsito?

Ao pesquisar sobre acidentes de motos, mais surpreendente ficamos em constatar que até mesmo o SAMU, um órgão do próprio governo federal, informa dados assustadores. Os acidentes com vitimas fatais envolvi na sua maioria, as motos, seja em áreas urbanas ou em estradas.

A Dra. Maiza Macedo, Coordenadora do SAMU de Feira de Santana, relata em entrevista à Secretaria Municipal de Comunicação: “aqui em Feira de Santana a nossa atenção é especial para os motociclistas em função do preocupante número de acidentes. Vários fatores interferem para o número de acidentes, desde a falta de atenção de alguns motociclistas, uso de drogas lícitas, como bebidas alcoólicas, até a falta de equipamentos de segurança.”

Ora, se o próprio governo federal ainda não conseguiu promover ações mais efetivas para diminuir os casos de acidentes envolvendo motos, como pode então estimular o crescimento da frota?

O motorista cauteloso quando está na primeira fila de alguma sinaleira de Feira de Santana nunca sai imediatamente quando o sinal abre. Espera a dezenas de motos arrancarem primeiro, pois parece que todos aqueles motociclistas estão com mais pressa do que qualquer outro motorista ali presente, formando uma massa de ferro e borracha desgovernada. Nunca para próximo demais do carro à frente. Dá um espaço entorno de 1,5 metros, assim os apressadinhos de motos, que “zigzagueiam” entre os carros, terão espaço suficiente para sua falta de educação, afinal se eles encostarem, arranharem ou criarem mossas nos veículos em seus caminhos nada fazem: não param, nem se desculpam. Simplesmente saem dali o mais rápido que possa.

A moto é um veiculo ágio e econômico. Pessoas preocupadas com a emissão de CO² na atmosfera bem que deveriam ser a maioria de proprietários destes veículos, mas o que se vê é que estas pessoas, por amarem a vida, por se dedicarem a causas que envolvam a educação sócio-ambiental, preferem veículos bem mais seguros.

A esperança será que o Governo Federal veja, enquanto é tempo, a conseqüência de seus atos e reveja a política de transito brasileira.

* Fotos: Fonte www.atribunamt.com.br

Brasil não vende Amazônia, diz Lula em entrevista a jornais internacionais, o presidente brasileiro negou a hipótese de o Brasil vender a Amazônia

Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, nega que país tenha pretendido vender Amazônia



Em Copenhague para a 15ª conferência climática patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista por escrito a dois jornais nórdicos, o "Politiken", da Dinamarca, e o "Dagbladet", da Noruega, e rechaçou a versão de que o Brasil pretenderia "vender" a Amazônia. "É claro que aceitamos dialogar com a comunidade internacional e cooperar com ela em projetos de conservação", comentou o presidente na entrevista, publicada hoje pelos dois periódicos e divulgada no Brasil pela Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto.


"Mas não posso deixar de dizer que, independentemente dessa cooperação, a meu ver ainda muito tímida, o Brasil tem enfrentado com determinação, e sobretudo com recursos próprios, o desafio de conter o desmatamento e de promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Além disso, também é pública nossa meta de redução do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, cujo resultado em termos de redução de emissões é superior ao que muitas potências do mundo desenvolvido estão oferecendo até o momento na COP-15", disse Lula

E prosseguiu: "Posso garantir que, se estivéssemos à espera de o mundo pagar, o quadro do desmatamento hoje na Amazônia seria muito pior do que é." O presidente também defendeu a posição do País na conferência climática. "O Brasil assumiu essa posição (de reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões de gás carbônico) porque o combate ao aquecimento global exige compromissos sérios e concretos por parte de todos os países", declarou

"Não podemos desperdiçar a oportunidade que Copenhague nos oferece, e por isso tenho insistido há muito tempo na necessidade da presença dos líderes mundiais na conferência. De nossa parte, quisemos dar uma contribuição clara para, assim, poder cobrar dos demais países medidas concretas para enfrentar o problema", enfatizou Lula. O presidente brasileiro observou ainda que a matriz energética do País é, em sua maior parte, limpa e defendeu a exploração das reservas de petróleo na camada pré-sal. "Para se ter uma ideia, 85% da energia elétrica produzida no Brasil é limpa e renovável e 47% de todo o combustível que utilizamos é limpo e renovável", explicou

"A descoberta do petróleo do pré-sal não vai alterar o perfil energético do País. Vamos explorar esses recursos com critério e responsabilidade, até porque eles serão importantes para gerar recursos que serão usados para construir um futuro melhor para os brasileiros, principalmente os mais pobres. Não há desenvolvimento sem energia, e em matéria do uso racional da energia temos mais lições a dar que a receber.

Feira tem 82º PIB do país

Representantes do comércio e da indústria comentam


Representantes de duas das principais entidades de classe - comércio e indústria - comemoram o que consideram gigantesco o salto de Feira de Santana na área econômica ao longo dos anos, posicionando-se entre as 30 cidades que mais geraram emprego formal (com carteira assinada) no mês de novembro em todo Brasil, além de pular para o 82º lugar entre os municípios mais ricos do país, registrando um Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de R$ 4,7 bilhões.


“Feira de Santana está em uma fase excepcional com o aumento na oferta de empregos formais e o reflexo no crescimento do PIB”, resumiu o presidente do Sindicato do Comércio, José Carlos Moraes Lima. “Contrariando a crise econômica que afetou o mundo inteiro”, conforme completou o presidente do Centro das Indústrias de Feira de Santana (Cifs), André Régis Andrade.

Os dirigentes apontaram as intervenções do Governo Federal cruciais para salvaguardar a economia, beneficiando cidades como Feira de Santana, potencialmente vista como “bons olhos” pelos investidores, reaquecendo o sistema, gerando novos empregos formais.

Eles citaram, por exemplo, a redução da alíquota do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) e o lançamento de programas habitacionais no Brasil, especialmente em Feira de Santana, onde as empresas acabaram impulsionando as linhas de produção e, por conseguinte, as vendas. Com isso, a geração de 1.729 empregos formais no mês de novembro em Feira.

Segundo José Carlos Moraes Lima, o período de fim de ano também contribuiu para elevar o número de vagas com os chamados empregos temporários, totalizando quase 30 mil trabalhadores com carteira assinada somente no comércio. A expectativa é de um aumento de 10% a 12% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. “A cidade está fervilhando, lojas abarrotadas de gente e a expectativa é de dois milhões de pessoas de outras cidades até o final de dezembro para fazer compras em Feira!", disse.

A posição geográfica de Feira de Santana, tornando-se o maior entroncamento rodoviário do Norte e Nordeste e um dos primeiros do país, também foi apontada como fator preponderante para o crescimento econômico do município. André Régis observa que a posição privilegiada de Feira acabou atraindo grandes investidores nacionais, a exemplo das grandes redes atacadistas e industriais – neste último caso, que se instalaram no Centro Industrial do Subaé (CIS).

“A localização privilegiada do município é muito importante para as empresas que atuam como logística e, no caso de Feira de Santana, foi fundamental para as empresas que projetam sua expansão para o Norte e Nordeste”, disse André, “gerando oportunidades de empregos formais, crescimento econômico e, consequentemente, do PIB”.

A estruturação do município , através dos poderes públicos, preparando-se para absorver novas empresas, também foi apontado como fator importante para que Feira de Santana viesse a se tornar definitivamente em uma cidade-pólo. “Os últimos nove anos do governo municipal, dotando a cidade de infra-estrutura, levaram os investidores a descobrir o verdadeiro potencial econômico na região”, acrescentou José Carlos Moraes.

Feira de Santana aparece na 28ª posição entre as cidades que mais gerou emprego formal em novembro no Brasil. A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. De acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16), Feira gerou 1.729 empregos, o que representa 2,13% do total 246 mil postos de trabalho formal criados no mês.

O número de empregos formal criados em Feira de Santana é superior, inclusive, a quatro capitais, que estão entre as 50 maiores. São elas: Belém (PA), com 1.687 empregos (0,75%), na 30ª posição; Maceió (AL), com 1.512 empregos (1,04%), 32ª posição; João Pessoa (PB), com 1.199 empregos (0,95%), na 38ª posição, e Vitória (ES), com 1.007 empregos (0,66%), na 46ª posição.

Na Bahia, além de Feira de Santana, outras três cidades aparecem na lista com destaque para a criação de empregos. São elas: Salvador com 8.124 empregos (1,52%), na 3ª posição; Lauro de Freitas com 1.009 empregos (1,19%), na 45ª posição, e Camaçari com 976 empregos (1,63%), na 48ª posição.

A 82ª cidade mais rica do país, Feira de Santana também se posiciona bem no Nordeste, ficando em 14º lugar. E, na Bahia, ocupa a 4ª colocação, atrás de Salvador, Camaçari e São Francisco do Conde. Os dados foram divulgados na quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou o PIB dos municípios brasileiros em 2007.

Fonte Secom: http://www.feiradesantana.ba.gov.br/noticia.asp?id=2462

II Feira do Trabalhador Rural

Uma motivação para o agricultor familiar

Desta quinta-feira (17) até domingo (20), acontece a II Feira do Trabalhador Rural. Representantes dos oito distritos de Feira de Santana estão expondo para venda produtos típicos da zona rural no Espaço de Cultura, Arte e Lazer Marcus Moraes, no centro da cidade.


Quem visitar as barracas que vão permanecer no local durante o período vai encontrar redes, tapetes, brincos, pulseiras e artesanato no geral, além uma variedade de subprodutos do leite, mandioca e milho.

Segundo o secretário de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural, Ozeny Moraes, a Feira objetiva motivar o pequeno agricultor a produzir mais. “Principalmente esse público da agricultura familiar”, frisa.

O secretário acrescenta que com um mercado consumidor sem que seja necessária a interferência de um atravessador - o agricultor produz e vende diretamente ao cliente final - o ganho é maior. “É bom tanto para o produtor, que lucra mais, quanto para o consumidor, que compra mais barato”, constata.

Susana Neves, produtora de Humildes, afirma que a data da Feira foi solicitada pelos próprios agricultores no sentido de aproveitar o bom movimento do comércio neste período de fim de ano. E, no que depender deles, a Feira vai acontecer mais vezes.

“A gente produz, mas se não sairmos dos distritos não tem quem compra. Por isso, estamos vendo junto a Secretaria de Agricultura e Prefeitura a possibilidade de fazer a Feira mais vezes”, destaca. Miguel Pereira de Jaiba acrescenta: “Só assim os produtores da zona rural vão ter maiores chances”.

O secretário Ozeny Moraes, que já tem conhecimento da proposta, fala que a Prefeitura, através da Secretaria, já está buscando um espaço definitivo, onde essas pessoas possam comercializar mais vezes.

“A primeira foi boa, a segunda vai ser ótima e a terceira vai ser excelente”, diz Suzana confiante. E o secretário apóia o ânimo. “As vendas são boas. Há pessoas que no curto período de exposição os produtos acabam e têm que renovar, o que é geração de mais emprego. A gente sente que é necessário um espaço fixo”, volta a dizer.

Fonte Secom: http://www.feiradesantana.ba.gov.br/noticia.asp?id=2457

Feira continua entre os maiores municípios em relação ao PIB



Foto: SkyScraperCity

Postado por Dimas Oliveira http://oliveiradimas.blogspot.com/

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira, 16, o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios. Feira de Santana tem PIB de R$ 4.721.367, entre os maiores municípios em relação ao PIB no Brasil. O PIB per capita é de R$ 8.254.

Feira de Santana é o quarto maior PIB da Bahia, com 4.721.367, atrás de Salvador (26.727.132), Camaçari (10.401.520) e São Francisco do Conde (7.144.211), todas da Região Metroplotana de Salvador. Na frente de Candeias (2.479.571), Simões Filho (2.404.202) e Lauro de Freitas (2.106.145), também da RMS.

Crescimento bruto

Com 868,8 milhões, Feira de Santana fica em primeiro lugar em crescimento bruto do PIB no Nordeste - afora cidades de região metropolitana - em 2007, na frente de Paulo Afonso (BA), com 483,2 milhões; Mossoró (RN), com 522,9 milhões; Açailândia (MA), com 391,5 milhões; Campina Grande (PB), com 379,9 milhões; Vitória da Conquista (BA), com 246,3 milhões; Caruaru (PE), com 231,6 milhões; Sobral (CE), com 225,1 milhões; Itabuna (BA), com 219,9 milhões; e Petrolina (PE), com 160,7 milhões.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

'Brasil tem um chão enorme para andar', diz José Roberto Mendonça de Barros

Fonte: G1

Economista vê país como 'bola da vez', mas faz alertas para o futuro.
Investimentos em conhecimento e infraestrutura precisam aumentar, diz ele.
 

economista José Roberto Mendonça de Barros participa de chat (Foto: G1)

O Brasil é a bola da vez e passou bem pela crise, mas o país precisa de investimentos para garantir o crescimento sustentado, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, que prevê expansão de 5% para a economia nacional em 2010. Ele falou a internautas do G1 em chat nesta quinta-feira (26).



"Tem um chão enorme para andar", afirma o O economista. "Para ficar competitivos temos muito o que avançar. Esses investimentos têm que ser muito acelerados."

Para o especialista, no momento o país "chama a atenção" dos investidores. "É uma democracia, é um país grande, é mais fácil investir aqui do que na China", afirma ele. "O Brasil nesta crise tem uma grande vantagem, que é negociar com todo mundo e ter um grande mercado interno."

O crescimento de 5% em 2010 deve se refletir no mercado de trabalho, segundo o consultor da MB Associados. "O aumento do emprego representa aumento de salários porque, em muitos segmentos, vemos que como a educação deixa a desejar. Chega a uma situação que a empresa precisa roubar funcionários do 'vizinho'. E isso aumenta os salários e as oportunidades", frisa.

Ele relativiza, entretanto, a comemoração do governo com a geração de mais de 1 milhão de vagas formais entre janeiro e outubro de 2009. "Nós ainda temos muita gente nova entrando no mercado de trabalho. Esses empregos novos ainda estão em ocupações muito modestas, com faixa de um salário mínimo e meio. É o início de um processo, mas é positivo. Não vai resolver tudo."

Mendonça de Barros alerta também para fatores que podem atrapalhar o crescimento do país no futuro. "O que está bonito neste ano é a recuperação, mas o jogo é ganho na sustentabilidade. Precisa ser competitivo, e o Brasil está muito aquém: basta olhar as estradas, os aeroportos. Investimos pouco em infraestrutura", diz.

Bric

Mendonça de Barros também falou sobre o grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). Segundo ele, a China cresce muito, mas tem governo muito centralizado e impõe barreiras para o investidor: "O estrangeiro sofre", diz. Com isso, o economista afirma que o Brasil ganha espaço.

E a Rússia, há alguns anos considerada uma "aposta" mais segura que o Brasil, ficou de lado. "A Rússia foi a bola da vez por algum tempo e agora está com cartão amarelo, está sofrendo muito", diz o economista.

O fortalecimento do mercado interno tem um papel fundamental nessa nova visão internacional sobre o Brasil. "A população do Brasil é grande e há uma incorporação grande da chamada nova classe média, que está entrando no mercado de consumo. A escala de produção aumenta e a industria fica mais competitiva", diz.

Segundo ele, a chancela do "grau de investimento" dado ao Brasil pelas agências internacionais tem que ser relativizado. "As agências de risco olham mais do que tudo a capacidade de o país pagar suas dívidas. A grande mudança foi que, depois da desvalorização de 1999, o Brasil passou a exportar bastante. Diminuiu a dívida externa", ressalta.

Ele alerta, porém, que as mudanças estruturais avançaram lentamente. "Do ponto de vista qualitativo, nosso desafio é enorme. Existem grandes oportunidades no mercado de trabalho brasileiro e a pessoa tem que se preparar para isso. O que move os países hoje é a qualidade da infraestrutura e a qualidade do conhecimento das pessoas", explica.

Câmbio

Sobre o impacto do real valorizado na indústria doméstica, Mendonça de Barros não acredita que isso vá destruir produtores locais. "Elas incomodam porque espremem a margem do produtor doméstico, mas não acho que canibalize a indústria, desde que o mercado esteja crescendo", diz ele. "É um pouco inevitável que o sucesso signifique um câmbio mais valorizado."

Ele cita o exemplo das montadoras, que viram o crescimento no país compensar prejuízos internacionais. Por isso, devem continuar a investir no mercado brasileiro. Segundo ele, há muito investimento direto no país: "Uma forma de olhar isso é quando na bolsa se tem abertura de capital. Uma das coisas positivas de agora é que tem menos dinheiro especulativo do que no passado porque a taxa de juros é menor."

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sustentabilidade - Conservação da Água

Muitas empresas se preocupam com a questão da gestão hídrica, mas não sabem como começar a mudança. Uma boa dica para começar é pensar globalmente e agir localmente.

As empresas têm nos procurado para perguntar o que fazer para consumir água de forma inteligente, segura e econômica. Por isso pensamos em alguns artigos que possam auxiliá-las na abordagem da gestão hídrica. Eles podem ser usados como primeiros passos em direção a um consumo sustentável do uso da água em sua empresa.

A visão geral

Menos de 3% da água do planeta é pura; grande parte disso não está acessível, pois faz parte de geleiras, calotas polares ou áreas subterrâneas. A diminuição dessas reservas é um fator de destruição do meio ambiente e torna necessária a criação de projetos caros para recuperação das fontes de água. Práticas para a preservação, como a utilização de utensílios adequados, mudanças de comportamento e dos procedimentos de irrigação podem diminuir o consumo de água em até um terço.

O contexto

A água é um recurso finito e requer cuidados, desde a utilização de banheiro coletivo e do pulverizador do jardim em uma casa até o sistema de lavagem na linha de montagem de uma fábrica.

Alguns dos problemas associados à diminuição das reservas de água são:

• Poluição por escoamentos decorrentes de excesso de irrigação em terrenos agrícolas e urbanos;

• Aumento do número de barragens, represas e estações de tratamento de água residual;

• Degradação das fontes devido à retirada de água da superfície;

• Destruição de terrenos pantanosos, que filtram os poluentes;

• Aumento da energia necessária para o tratamento de água residual e subprodutos de usinas elétricas.

Principais envolvidos

• Governos estatais e federais têm oferecido cada vez mais incentivos para empresas que adotam tecnologias e técnicas de economia de água;

• O sistema de abastecimento público de água tem auxiliado as empresas na conservação de água, fornecendo privilégios e empréstimos para ajudar clientes industriais e comerciais a financiarem tecnologias que possibilitam a economia de água;

• Intermediadores e formadores de mercado do segmento de água estão desenvolvendo novos tipos de oportunidades de negócios, como licitações, nas quais os níveis de consumo são definidos por um fornecedor e os consumidores dão lances pela chance de atender a esses níveis, implementando qualquer uma das várias técnicas para preservação de água.

Na prática

Várias empresas têm buscado alguns mecanismos e práticas, como utilização de sanitários com baixo consumo de água, motivação dos funcionários para fecharem a torneira ao lavarem as mãos e criação de sistemas de jardinagem que utilizam menos água. Algumas indústrias adotaram procedimentos para diminuir o consumo, reutilizar água residual ou reformar processos que utilizam muita água, como os sistemas de resfriamento. Alguns exemplos:

• A Gangi Brothers Packing Company, uma empresa de processamento e envase de tomate em Santa Clara, na Califórnia, implementou várias práticas bem-sucedidas de conservação de água em sua fábrica, incluindo o monitoramento de operações para o controle do consumo e a identificação de áreas nas quais era possível economizar água.

Em 1983, a Gangi Brothers usava aproximadamente 560 bilhões de litros de água durante a temporada de processamento. Em 1989, o consumo diminuiu para um pouco mais de 210 bilhões de litros, uma economia de cerca de 345 bilhões de litros por temporada. A estimativa de custos operacionais para a preservação de água na Gangi Brothers é de cerca de US$ 89,5 mil por ano. A economia alcançada com custos menores de água e esgoto é de US$ 130 mil dólares por ano; assim, a economia líquida resultante da adoção de práticas de preservação de água na fábrica é de aproximadamente US$ 40,5 mil por ano.

• A estação de geração da Pacific Power and Light Company utiliza resfriamento seco para eliminar o desperdício de água da descarga, evaporação e fluxo de água do resfriamento. A estação era equipada com um condensador resfriado a ar – o vapor da turbina é distribuído pela parte superior dos canos e por tubos de aço de carbono que desembocam em 69 circuladores de ar. Os circuladores forçam mais de 13 milhões de metros cúbicos de ar através de 2,438 milhões de metros quadrados de superfície dos tubos, condensando o vapor. Esse sistema reduziu a água de reposição de 15 mil litros por minuto pelo equivalente em resfriamento de vapor a 1.135 litros por minuto.

• A Femsa concentrou esforços para redução do consumo de água em suas operações, o que resultou em uma diminuição de 10,6 milhões m3 nos últimos cinco anos, volume suficiente para abastecer 38.000 lares durante um ano. O Agenda Sustentável conta como a empresa chegou a esse resultado. Clique aqui e saiba mais.

O lado bom

Medidas para diminuição do consumo podem reduzir os custos de água e esgoto em até 30%. Também é possível economizar quantias significativas nos gastos de energia, substâncias químicas e manutenção. O período típico de retorno do investimento varia de três a sete anos. Alguns benefícios gerais da conservação da água são:

• Economia de energia com a diminuição do uso para aquecimento, bombeamento e tratamento;

• Economia de capital, principalmente se a empresa faz uma medição de utilização real da água;

• Diminuição da água residual, fruto do menor uso de água, o que implica menos gastos com esgoto. Em algumas áreas, serviços públicos de águas servidas oferecem incentivos para uma menor emissão dessas águas;

• Aumento da quantidade de água em riachos, terrenos pantanosos e reservas naturais, o que diminui a necessidade de projetos de preservação de água;

• Publicidade positiva resultante de esforços para proteção ambiental.

Um pouco de realidade

A mudança das práticas de uso da água requer educação dos funcionários e também um pouco de investimento financeiro. Mudanças na infra-estrutura, processos de fabricação, jardinagem e irrigação, além de outras mudanças de planejamento, podem demandar um investimento inicial de capital. Também pode ser necessário destinar um tempo para pesquisa dos meios apropriados.

Por Agenda Sustentável; HSM Online, 11/11/2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Deus e Walmart

Fonte: Site oficial da Havard University

Autor diz que um dos sucessos do Walmart está associado aos costumes do Cristianismo.

Rose Lincoln / Harvard Funcionários Photographer


"Se você quiser alcançar a população cristã no domingo, você o faz a partir do púlpito da igreja", disse o estudioso Betânia Moreton, citando o diretor-executivo da Coalizão Cristã, de 1995. "Mas se você quiser alcançá-los no sábado, você faz isso no Walmart."

O que fez a maior corporação Walmart do mundo?
Segundo o estudioso Bethany Moreton, A razão é em grande parte uma forte base religiosa.

"Se você quiser alcançar a população cristã no domingo, você o faz a partir do púlpito da igreja", disse Moreton, citando o diretor-executivo da Coalizão Cristã, de 1995. "Mas se você quiser alcançá-los no sábado, você faz isso no Walmart."

Moreton, autor de "Servir a Deus e Wal-Mart: The Making of Christian Free Enterprise"(Harvard University Press, 2009), foi no campus terça-feira (17 de novembro) para explorar o fundamento ideológico ética corporativa da empresa, que ela disse, com sucesso, abasteceu a linha inferior da megacorporação's.

Ela apareceu na Harvard Divinity School como parte de sua Business Across Religiosos série colóquio Tradições.

A conexão, segundo ela, é em grande parte produto da Walmart fundador Sam Walton, que iniciou a cadeia de lojas de desconto em Arkansas, em 1962, e gradualmente aproveitado para a cultura fundamentalista cristã forte em todo o Cinturão do Sol.

Moreton, professor assistente de história e de estudos sobre as mulheres no Universidade da Geórgia, Disse Walton trabalhou na estrutura societária da empresa, a noção de "liderança serviços" que une as funções do trabalhador para o conceito de que "Cristo foi um líder servidor", e enfatiza a importância da tradição cristã de servir aos outros.

Com esta visão, disse Moreton, os homens na empresa "ganhou o seu poder através de sua capacidade superior para servir", enquanto as mulheres tinham "um público entusiasmado para o trabalho que foi formalmente considerados não qualificados".

Até mesmo um caso de discriminação sexual em curso contra Walmart ilustrou a forte ligação religiosa de muitos de seus empregados associados com a empresa. Muitos dos demandantes no Dukes v. Walmart Stores Inc., uma ação de classe discriminação arquivado em 2000, que alegou que a empresa oferecia às mulheres menos promoções e salários mais baixos do que os homens, admitiu a uma forte atração inicial para "Walmart valores".

Segundo a Moreton, citando uma reportagem sobre o terno que apareceu em The Nation, o entusiasmo dos queixosos "original" para seus trabalhos tiveram muito a ver com a reputação da Walmart como uma pró-família, sociedade cristã ".

Outro elemento crítico de sucesso Walmart, ela disse, foi esclarecido Walmart capacidade de conectar-se à estrutura social subjacente das famílias cristãs.

Na década de 1980, durante reuniões de negócios regulares com os gestores Walmart e seus cônjuges, diretor Walmart de vida da família falou sobre as relações alteradas entre maridos e esposas, que eram, Moreton observou, "fundamentais para o modelo de negócios da empresa."

Os participantes da reunião disseram: "Os homens devem começar a manifestar o seu apreço às suas esposas sobrecarregada. Afinal, eles não tinham sido motivados este fim de semana muito obrigado por Sam Walton's para o seu próprio trabalho árduo em Walmart? Será que eles por sua vez, mostram que a valorização de suas esposas? Será que mostrar para as mulheres que trabalham nas lojas? "
A mensagem, Moreton disse, pegou na ideia do modelo cristão de "liderança" e apresentação de um casamento cristão com um desenvolvimento semelhante em textos de gestão secular. Em seguida, casou-los "dentro de um local de serviço."

Texto traduzido diretamente de http://news.harvard.edu/gazette/story/2009/11/god-and-walmart/  desconsidere erros para gramática portuguesa.

Empregabilidade: competências pessoais e profissionais

Empregabilidade é mais do que a capacidade de o indivíduo conseguir novas oportunidades de emprego, manter-se empregado e conseguir promoções.

O mercado de trabalho é o espaço composto pelas pessoas que procuram emprego e pelas que oferecem emprego. É ele quem determina, em função do panorama socioeconômico, o valor do trabalho.


Há muito tempo este mercado vem passando por mudanças e, por isso, tanto o mundo corporativo quanto as pessoas precisaram se adaptar para sobreviver. As empresas mudaram seus processos de trabalho e enxugaram seus quadros de funcionários. Ocupações desapareceram, como por exemplo, a de datilógrafo; outras surgiram, como a de webdesigner; e outras ainda surgirão.

Os nascidos entre as décadas de 70 e 80 provavelmente conhecem pessoas que iniciaram e concluíram suas carreiras em uma mesma empresa. Mas isso é coisa do passado. A chamada “estabilidade no emprego”, antes tão valorizada pelas empresas no momento da contratação, começou a ser vista como acomodação no emprego.

Atualmente, se valoriza o aprendizado e o crescimento obtido através do trabalho. Dessa maneira, torna-se comum, e até certo ponto desejável, que os profissionais mudem de função e de área dentro da mesma empresa ou mudem de empresa.

As mudanças são a maior certeza em um mundo globalizado e aproximado pelas tecnologias da informação e comunicação. Para serem competitivas, pessoas e empresas precisam ser ágeis, flexíveis, versáteis, proativas, resilientes, empreender, acompanhar e promover mudanças, inovar, diferenciar-se. Os profissionais com essas características têm elevado o valor do seu trabalho e da sua empregabilidade. São os chamados “talentos”, nem generalistas nem especialistas, são multiespecialistas.

Empregabilidade é mais do que a capacidade de o indivíduo conseguir novas oportunidades de emprego, manter-se empregado e conseguir promoções. É definida por Rueda, Martins e Campos (2004) como “as ações empreendidas pelas pessoas para desenvolver habilidades e buscar conhecimentos favoráveis, com vistas a conseguir uma colocação no mercado de trabalho, seja ele formal ou informal”.

Já a empresariedade é a capacidade da empresa em reter seus talentos por meio de ações como ambiente incentivado e saudável, salário competitivo, benefícios iguais ou acima do mercado, excelente clima organizacional; política de recursos humanos clara, objetiva e voltada para o desenvolvimento do indivíduo; objetivos e metas que permitam o crescimento do indivíduo alinhado ao crescimento da empresa; lideranças proativas e voltadas para os resultados globais; feedback que aponte as soluções; reconhecimento; respeito às diferenças, compreensão de pessoas enquanto capital intelectual e valor atribuído ao conhecimento.

Mercado brasileiro

Considerando todo esse contexto, como se configura o panorama atual do mercado de trabalho? Alguns dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicilio (PNAD), de 2007, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), auxiliam a responder essa questão e apontar algumas tendências.

Do total da população ocupada, entre os anos de 2006 e 2007 houve aumento do número de pessoas empregadas e redução do número de empregadores. Em 2007, do número total de pessoas ocupadas, 57,4% era de empregados e 21,2% de trabalhadores por conta própria.

De 2003 a 2007 houve diminuição da taxa de desemprego. Em 2008, mesmo com o início da crise econômica mundial, o mercado de trabalho mantinha o comportamento de evolução positiva. Entretanto, a CEPAL e a OIT projetam para 2009 uma taxa de desemprego de 8,5% para a América Latina e Caribe.

Subiu a demanda por mão de obra mais qualificada. A faixa de trabalhadores com 11 anos ou mais de escolaridade completa cresceu acima de 70% entre 2001 e 2008. Trabalhadores com menos tempo de estudo vêm perdendo posição no total de pessoas ocupadas.

Entre 1992 e 2006, o nível de escolaridade média aumentou na população em idade ativa (PIA): com 9 a 11 anos de estudo (de 14.8% em 1992 para 30% em 2006) e com 12 anos ou mais (de 7,1% para 12.9%). Também há maior valorização da escolaridade nos processos de contratação, bem como uma correlação positiva entre anos de estudo e taxa de participação no mercado de trabalho (Fonte: CEPAL, PNUD e OIT).

Relacionando estes dados com nossa experiência profissional junto às Instituições de Ensino Superior e na área de RH, é possível concluir que as pessoas têm buscado cada vez mais na educação o modo para sua qualificação pessoal e profissional.

Por outro lado, é comum ouvir dos profissionais da área de gestão de pessoas, responsáveis por identificar esses talentos no mercado, que há postos de trabalho em aberto por falta de pessoal qualificado.

O que está causando esse descompasso? A educação formal, de nível superior, está preparando jovens e adultos para este século?

As profissões se modificam e se atualizam constantemente, sendo importante uma maior aproximação entre as instituições de ensino superior e o mundo corporativo. Também é preciso que ambos trabalhem no desenvolvimento para além das competências técnicas, considerando as competências intelectuais e humanas como fatores essenciais na construção de uma nova história, de inclusão, de desenvolvimento e de realização.

No Brasil, algumas empresas têm reconhecido e procurado atender a demanda por capacitação e desenvolvimento de seus colaboradores. Na edição especial do Guia das “150 melhores empresas para você trabalhar” (Editora Abril), nota-se que as políticas de desenvolvimento de pessoas das 10 melhores empresas têm um índice de satisfação dos colaboradores entre 78,9% a 100%. Vale ressaltar que esses dados não são representativos da realidade brasileira.

As relações sociais estão em reconstrução, valores precisam ser rediscutidos e incorporados às pessoas, ao mundo corporativo e ao mercado de trabalho. Seria muito bom que pessoas, empresas e instituições de ensino norteassem cada vez mais suas ações pelo saber ser, conviver, aprender e fazer, com iguais pesos e dedicação de esforços.

Para finalizar, deixamos outras perguntas que ajudam a pensar nas tendências do mercado de trabalho: desenvolvimento pessoal e profissional, responsabilidade de quem? Cada participante desse mercado tem desenvolvido o seu papel?

Por Ana Lúcia Barduchi e Josiane Cintra (Psicólogas, professoras, pesquisadoras e consultoras de RH. As duas especialistas lançaram recentemente o livro “Empregabilidade: competências pessoais e profissionais”, pela Editora Pearson)

Fonte: HSM Online; 16/11/2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Injustiça – você nunca foi vítima disso, acredite!


O conceito de justiça é interpretado de maneira errada pela maioria das pessoas. Se somos todos diferentes, quais são os critérios que nos distinguem?

Fonte: HSM

Muitas pessoas, a grande massa de seres humanos, tem uma interpretação incorreta sobre o conceito de justiça. É comum que relacionem a palavra ou o conceito de justiça com a seguinte frase: “todas as pessoas são iguais perante a lei”.


O uso da palavra “iguais” na frase acima, em momento algum pode significar que nós, seres humanos, somos iguais. Todas as pessoas são diferentes, e muito, entre si. Somos o reflexo do ambiente onde vivemos, influenciados pelos valores e crenças de nossos pais e das pessoas com quem decidimos viver, somos fruto de nossas escolhas e, por termos feito escolhas diferentes ao longo de nossas vidas, somos todos pessoas muito diferentes.

Diante desta perspectiva que somos (eu, você e 100% da humanidade) muito diferentes nos mais diversos aspectos, o conceito coerente de justiça, desde os primórdios é, paradigmaticamente, o seguinte: justo é tratar desigualmente os desiguais.

Pitoresco não é? Pense nesse conceito com cuidado e constate como é verdade!

O fato de sermos seres humanos diferentes (desiguais) exige que, para haver efetiva justiça, tenhamos que ser tratados conforme esta diferença, ou seja, tem de haver critérios desigualadores que sejam capazes de diferenciar pessoas honestas das desonestas, pessoas de bom caráter das de mau caráter, pessoas do jeito “certo” de ser das pessoas do jeito “errado” de ser.

O problema e o desafio consistem em definir quais seriam os critérios capazes de rotular estas circunstâncias de desigualdade. As leis, normas, jurisprudências etc. nada mais são que esforços da sociedade ou das pessoas que detêm o poder em estabelecer critérios para distinguir comportamentos ditos adequados dos inadequados.

Sob esta perspectiva é que podemos afirmar, sem medo de errar, que a injustiça não existe, pois sua essência seria tratar igualmente os desiguais e não tratar desigualmente os iguais, uma vez que já defendemos que somos desiguais por definição.

Em síntese, se existe um critério desigualador instalado, sua aplicação é justa sempre, mesmo que a vítima não concorde com o critério pelo qual será julgado e eventualmente punido. O fato de uma pessoa discordar desse critério não quer dizer que ela tenha sido alvo de uma injustiça. Qualquer palavra ou adjetivo pode ser aceito: vítima de canalhice, de preconceito, de sacanagem etc. Mas jamais de injustiça.

Por exemplo: o fato de ter sido multado numa via pública a 80 km/hora não nos credencia a proferir para os quatro cantos que fomos injustiçados. Se formos pesquisar mais a fundo, nesta via pública deverá haver uma placa de limite de velocidade de 60 km/hora (primeiro critério desigualador) e nas leis de trânsito disponíveis há outro critério dizendo que se a velocidade da vítima for superior a 10% (66 km/hora – segundo critério desigualador), a multa será de determinado valor e se for superior a 20% (72 km/hora – terceiro critério desigualador), a multa será de um valor bem maior quando comparado a circunstância anterior.

Assumir que não é injusto uma pessoa ter sido preterida da nomeação ao cargo de Gerente em detrimento a outra pessoa, só porque a primeira tem mais tempo que a outra naquela empresa é o desafio. Assumir que o critério desigualador tempo (que favoreceria o mais antigo) nem sempre será o critério desigualador utilizado pelo Diretor. Isso é o que precisa ser entendido. Assumir que o critério desigualador bom relacionamento ou carisma (que o preterido normalmente rejeita que não dispõe) será o adotado em detrimento ao tempo (que obviamente favoreceria o preterido) é o que precisa ser analisado sob um prisma menos apaixonado.

Sob esta perspectiva é que a injustiça, em sua literalidade, efetivamente não existe! O que existe são pessoas que não aceitam os critérios desigualadores que lhe são impostos pelo ambiente, seja pessoal ou profissional, em que vivem. Isto é legítimo e precisa ser respeitado, mas exige que a pessoa tome uma decisão de sair, livremente, daquele ambiente cujo critério desigualador não lhe favorece. Ao invés de ficar amaldiçoando a escuridão é conveniente que estas pessoas acendam uma vela e dirijam-se a um ambiente cujos critérios desigualadores lhe sejam favoráveis. Se esse ambiente não existir, é conveniente também que a pessoa reflita e dirima esforços para adaptar-se ao mundo real.

Uma vez uma pessoa me perguntou, indignada com a construção deste conceito numa palestra que eu estava proferindo, se não seria injustiça condenar uma pessoa a morte sem que o mesmo tivesse efetivamente cometido um crime?

Eu respondi que a justiça não tem compromisso com a verdade. Ou seja, para sermos justos precisamos somente aplicar integralmente o critério desigualador adotado, por menos que ele seja aceito pelas vítimas. O fato de uma pessoa ter sido condenada erradamente à morte reflete muito mais uma impotência do critério desigualador adotado para privilegiar a verdade e não uma injustiça por si só. Isto já aconteceu muitas vezes, no passado, quando não se dispunha do teste de DNA para decidir se alguém era, de fato, pai de uma criança. Ou seja, a existência de critérios desigualadores frágeis para privilegiar a verdade dos fatos não ainda significa injustiça, mas apenas um sinal de que critérios desigualadores mais potentes para privilegiar a verdade precisam ser desenvolvidos.

Por Orlando Pavani Junior (CEO da Gauss Consulting, empresa especializada em consultoria instrumental e assessoria especializada. E-mail: pavani@gaussconsulting.com.br)



HSM Online

04/11/2009