domingo, 27 de dezembro de 2009

Comissão aprova bloqueio de recursos para 24 obras federais

Foto Odebrecht online

Dos 24 empreendimentos que terão recursos bloqueados, 4 são da Petrobrás.

A Comissão Mista de Orçamento aprovou nesta segunda-feira (21) o bloqueio de repasses federais para 24 empreendimentos em andamento no País. Eles compõem o chamado Anexo 6 da proposta orçamentária, onde constam as obras que apresentam indícios de irregularidades graves segundo fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU). As obras só poderão receber recursos após a solução dos problemas apontados pelo tribunal.


Dos 24 empreendimentos, quatro pertencem à Petrobras – a construção da refinaria Abreu e Lima (PE), a ampliação da refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar-PR), a construção do terminal de escoamento de Barra do Riacho (ES) e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). As duas refinarias fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O governo tentou retirar as obras do anexo, mas perdeu na votação do Senado por apenas dois votos – entre os deputados o resultado havia sido favorável ao Executivo. Antes da deliberação houve um intenso debate entre os parlamentares. O líder do PT na comissão, deputado Jilmar Tatto (SP), informou que o governo tentará reverter a decisão no plenário do Congresso, nesta terça. “Vamos apresentar destaques no plenário”, afirmou.

Entre os problemas apontados pelos técnicos do TCU para as obras da Petrobras estão sobrepreço, ausência das planilhas de custos, projetos básicos deficientes e cronogramas de desembolso incompatíveis com o ritmo da obra. Também foi questionado o pagamento de equipamentos parados pelo mesmo valor dos equipamentos em operação.

Comitê

A lista com as obras passíveis de bloqueio foi apresentada pelo comitê sobre obras com indícios de irregularidades graves da Comissão de Orçamento, coordenado pelo deputado Carlos Melles (DEM-MG). Ele se mostrou surpreso com o resultado da votação no caso Petrobras.

“Cheguei aqui pensando que íamos perder”, disse Melles, referindo-se à mobilização do governo para tentar retirar a Petrobras do anexo. O deputado afirmou que o bloqueio recai apenas sobre os contratos auditados pelo TCU, e não afeta o andamento das obras. “Não haverá obra paralisada. Os contratos irregulares é que serão suspensos”, disse.

Ele disse que em fevereiro o comitê volta a se reunir. Se até lá a companhia petrolífera resolver as pendências com o TCU, as obras poderão sair do anexo. Para isso, a Comissão de Orçamento terá que aprovar um projeto de decreto legislativo autorizando a retomada dos repasses.

Debate

Durante a discussão do parecer, a defesa da companhia petrolífera coube a parlamentares do PT. O deputado Eduardo Valverde (RO) considerou que o comitê foi “extremamente rigoroso” com a Petrobras. Na opinião dele, a empresa não cometeu nenhuma irregularidade, apenas tem uma posição diferente sobre o marco legal que deve seguir nas suas licitações – a estatal alega estar submetida ao Decreto 2.745/98, e não à Lei de Licitação (8.666/93).

“Posso garantir aos meus pares que não houve irregularidade, mas apenas uma divergência de interpretação. A formação de preço de uma refinaria é diferente da formação de preço de uma escola”, disse. O deputado Pedro Eugênio (PT-PE) lembrou que a decisão poderá afetar o andamento das obras. Somente na refinaria Abreu e Lima existem 8 mil homens trabalhando. “Parar essa obra é algo extremamente grave”, afirmou.

O deputado Ricardo Barros (PP-PR) defendeu a posição do comitê. Apesar de ser vice-líder do governo na Câmara, ele argumentou que em nenhum momento a Petrobras se manifestou sobre as alegações do TCU. “Ela não quer admitir que tem que ser controlada pelo Congresso. Não podemos nos submeter à Petrobras”, afirmou Barros. O deputado Cláudio Cajado (BA), líder do DEM na comissão, também votou a favor do relatório do comitê. “Votar contra ele é fechar os olhos para todo o trabalho do TCU”, disse.

Parecer favorável

O parecer apresentado pelo comitê na semana passada incluía 26 obras no Anexo 6. Ontem o deputado Carlos Melles apresentou parecer retirando duas, aprovado pela comissão – a construção de um trecho da ferrovia Norte-Sul entre Tocantins e Goiás, e uma obra de saneamento em Teresina (PI). Desse modo, ambas poderão receber verbas no ano que vem.

No caso da ferrovia, a estatal Valec, que administra a construção do empreendimento, informou que possui garantias financeiras da empresa contratada suficientes para cobrir eventuais danos ao erário. Em relação à obra no Piauí, a estatal de saneamento local (Agespisa) informou que já cancelou o contrato questionando pelo TCU por sobrepreço.

Retenção

Além de pedir o bloqueio de repasses para as 24 obras, o comitê sugeriu que outras 22 tenham retenção cautelar de recursos. A retenção é uma garantia financeira exigida da empresa executora do contrato como forma de prevenir a ocorrência de prejuízos ao orçamento. Melles destacou que pela proposta do comitê, se a retenção não for cumprida, os empreendimentos poderão ser inscritos no Anexo 6.

Reportagem - Janary Júnior

Edição - Natalia Doederlein
Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias

Política econômica não estará sujeita a interesses eleitorais em 2010, afirma Mantega



Por:Wellton Máximo Repórter da Agência Brasil

Brasília - Na segunda parte da entrevista concedida no dia 21 de dezembro  à Agência Brasil (ABr) e à TV Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o principal desafio para a economia brasileira, em 2010, será a manutenção da política econômica em meio às pressões por aumento de gastos típicas de anos eleitorais. Ele negou que pretenda concorrer a algum cargo público no próximo ano e disse que essa postura ajudará a manter a economia a salvo de certas questões políticas.


Sobre uma possível saída do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, para disputar as eleições em Goiás pelo PMDB, Mantega afirmou que qualquer ambição eleitoral de Meirelles não representará riscos para a economia. Segundo ele, qualquer nome que assumir o comando do BC dará continuidade às medidas tomadas nos últimos anos, porque a política econômica é determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro ainda falou sobre as perspectivas para o país depois de 2010. Para ele, os rumos da economia não devem mudar, independentemente do candidato eleito para suceder o presidente Lula, porque não se muda o que está dando certo e a população está comprometida com a atual política de crescimento com responsabilidade fiscal e transferência de renda.

A entrevista também foi exibida no telejornal Repórter Brasil, da TV Brasil às 21h.

Agência Brasil: O senhor, até pelo enfrentamento da crise, reuniu certo capital político. Não fica tentado a seguir carreira política, a tentar uma eleição a partir do próximo ano? O senhor é filiado a algum partido?

Guido Mantega: Acho que depende da vocação das pessoas. Sou filiado ao PT, mas não tenho vocação para esse tipo de atividade política. Gosto de ser professor, como era antes de entrar para o governo, e de fazer o que faço, que é mais uma função técnica. Acho até bom que o ministro da Fazenda não tenha função política, porque consegue deixar a economia a salvo de certas questões políticas. Tenho metas, objetivos, uma estratégia econômica que sigo. independentemente de interesses políticos. É bom até que, num ano eleitoral como 2010, tenhamos muito claro qual é a política econômica, que não está sujeita a interesses eleitorais. Vamos aumentar o superavit primário no ano que vem. Não vamos fazer gastos além do previsto no Orçamento. O presidente [Lula] concordou que o governo fará um superavit primário de 3,3%. Repetiu ainda hoje para a imprensa. Essa é uma atitude profissional que prefiro manter, sem tentar concorrer ao Parlamento, porque não tenho vocação para esse tipo de coisa.

ABr: Ainda em política, mas também tocando a economia. O que o senhor acha de uma eventual saída do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, do governo?

Mantega: Ele não disse se vai sair, mas se vier a sair não acontece nada. Isso porque quem determina a política econômica não é o presidente Meirelles, nem eu. Se eu saísse, seria a mesma coisa. A política econômica é determinada pelo governo. As medidas anti-inflacionárias, as políticas de crescimento vigoroso, de transferência de renda, de responsabilidade fiscal continuam. Meu antecessor [Antonio Palocci] saiu e eu continuei fazendo a política de responsabilidade fiscal. Essa não é a discussão. Não fará diferença se eventualmente o Meirelles, com outras ambições políticas, sair.

ABr: O sistema de metas [de inflação] continua. O programa de combate à inflação continua, porque essa é uma decisão do governo, não do presidente do Banco Central. O conjunto do mercado teria compreendido então que, apesar de [Meirelles] ser um nome importante, a política econômica é do presidente Lula?

Mantega: Não tenho a menor dúvida. A política econômica é do presidente Lula. Ele optou por escolher Meirelles. O presidente certamente escolherá o nome que virá para cumprir aquela política à altura da tarefa que está colocado.

ABr: A economia é feita de muitas medidas técnicas, mas também de muita confiança. O senhor acredita que o fato de o presidente ter ido, em determinado momento, à televisão dizer ao brasileiro para comprar contribuiu com que fatia para esse resultado que vivemos agora? A injeção de confiança teve que proporção em relação à injeção de recursos?

Mantega: A economia não é uma ciência exata. Ela lida com indivíduos, com comportamento humano. Metade do comportamento se baseia em realidade, no palpável. A outra parte é influência psicológica, segurança. Você pode apresentar o melhor plano econômico do mundo, mas, se não houver confiança de que será um bom plano, as pessoas não vão acreditar. O presidente Lula ganhou a confiança da população nos últimos anos. O que ele falou foi muito ousado. Ele disse que a economia daria errado se as pessoas parassem de consumir. É claro que ele sabia que o Brasil tinha condições que outros países não tinham. O Brasil não estava nas condições dos Estados Unidos. Ele falou porque sabia que tínhamos reservas, que não tínhamos sido afetados pela crise e que, se o consumo se mantivesse, as coisas voltariam ao normal. Foi fundamental a palavra do presidente um ano atrás. A população confiou nele e deu certo.

ABr: Para 2010, tudo indica que a economia está garantida. E depois de 2010?

Mantega: A partir de 2010, vamos retomar um ciclo de crescimento econômico que está começando agora. É um novo ciclo, talvez mais forte que o anterior, de 2003 a 2008. O país está assentado em bases sólidas e, a meu ver, teremos nos próximos anos crescimento em torno de 5% a 6% ao ano. Será um ciclo maior do que tivemos até agora. Estou seguro de que entramos num ciclo virtuoso, de investimentos, de expansão, que vai durar muitos anos. Por isso digo que, no final de 2009, temos boas razões para comemorar. Passamos pela crise. A população brasileira vai terminar o ano muito bem. Será um Natal feliz para todos. E se preparem, porque 2010 e 2011 serão anos ainda melhores que o que termina agora.

ABr: Existe a possibilidade de o país sair do roteiro, dependendo do resultado das eleições?

Mantega: Não acredito porque, quanto temos política econômica eficiente, é uma incoerência mudá-la. Não acredito que algum candidato tenha coragem de mudar algo que está dando certo. Só se muda o que está dando errado. Muda-se a política econômica quando o país está numa crise, não está crescendo, tem inflação. Quando tudo corre bem, só se o candidato for, digamos, louco, o que não vejo no horizonte. Tenho certeza de que eles darão seguimento à política que estamos fazendo agora, de crescimento forte da economia com responsabilidade fiscal, inflação sob controle e melhoria da condição de vida do povo brasileiro. Quem não vai deixar [o rumo da política econômica] mudar é a população. O povo já aprendeu. Sabe votar. Certamente votará na continuação dessa política econômica, seja ela feita por qual candidato for. Ela exigirá que o candidato se comprometa. Portanto, estou tranquilo em relação ao futuro.

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/12/21/materia.2009-12-21.1496647309/view

Economista diz que ainda é cedo para afirmar que país superou a crise

Brasília - Ainda é cedo para afirmar que o Brasil superou a crise quando se analisa a situação da economia do país em 2009. A afirmação é do economista Marcelo de Avila. Ele que também faz análise da atividade econômica na Confederação Nacional da Indústria (CNI) entende que existe uma diferença muito grande entre recuperação e superação.


“Recuperação da crise, está ocorrendo sem dúvida nenhuma. Agora, superação, não".

De fato, se forem observados indicadores, incluindo os dessazonalizados (que não consideram períodos específicos do ano, como datas festivas) da CNI, o percentual médio da capacidade instalada da indústria era de 83% em setembro de 2008, mês que antecedeu a crise no Brasil e período no qual os impactos ainda não estavam materializados. Em outubro de 2009, mês da última apuração para esse indicador, a capacidade instalada ainda estava no patamar de 80,5%, depois de ter iniciado o ano 78,1% e ficar abaixo de 80% até julho.

Marcelo de Avila lembra que 2009 pode ser visto sob duas óticas diferentes ou dinâmicas de crescimento. Uma mostra que o ano começou em recessão, porque o primeiro trimestre registrou o segundo PIB negativo (-3,6 e -0,8 respectivamente) frente ao trimestre anterior.

Por outro lado, ao serem analisados os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e de produção industrial, além de outros indicadores, dá para observar uma certa recuperação do crescimento.

Ele lembra que de fato vem ocorrendo uma recuperação da indústria e na capacidade instalada , sendo que isso aconteceu em sete dos dez meses do ano. Existem meses que há uma acomodação, mas é claro há o crescimento desse indicador e de forma gradual.

“Um exemplo é que a PIM cresceu em todos os dez primeiros meses do ano em 2009. Lógico que houve uma abrupta queda de aproximadamente 20% nos últimos três meses de 2008, mas a recuperação é consistente”, disse lembrando que esta não ocorre na velocidade pretendida, mas muita acima do que a maioria dos países.

Uma característica importante da economia brasileira, segundo o economista, que pode ser percebida, é o vigor dessa recuperação. Para ilustrar o sobe e desce no gráfico, ele diz que muita gente pode imaginar uma recuperação em “W ou WWW”. Marcelo de Avila, no entanto entende que o gráfico pode ser visto mais como “V”, com queda constante e elevação também constante.

“Talvez um V com um pouco de U em baixo, mas a realmente quando você olha produção industrial, que foi o setor mais impactado pela crise, ele está mostrando aí um crescimento mais consistente , não muito forte mais consistente”, disse. Nesse dez primeiros meses se você observar, dados acumulados até outubro, e comparar com dados de dezembro. Ou seja, pegando toda a variação acumulado no ano já foram 15% de crescimento na PIM. [se possível colocar link para a segunda matéria que fala de inflação].


Daniel Lima

Repórter da Agência Brasil

Fonte: www.agenciabrasil.gov.br/noticias

Risco remoto de inflação afasta necessidade de aumentar juros, analisa economista

Brasília - O economista da Confederação Nacional da Indústria, Marcelo de Avila, não vê necessidade de o Banco Central elevar as taxas de juros nos próximos meses para conter uma possível pressão sobre os preços, devido ao aumento do consumo provocado pela facilidade de crédito, entre outros fatores.

Para ele, se houvesse um comportamento explosivo da inflação, a situação poderia ser definida como preocupante, mas como esse risco é remoto, não há necessidade de elevação da Selic, a taxa básica de juros, atualmente em 8,75% ao ano.

“Por isso que a gente não acredita e não pensa na necessidade do Banco Central voltar a elevar os juros”, alerta, lembrando que mesmo com o crescimento sólido esperado e o aumento da demanda ainda existe uma ociosidade no [colocar link matéria anterior] parque industrial brasileiro.

“Existe um crescimento sólido, crescimento de demanda, que poderia trazer preocupação inflacionária, mas por outro lado você ainda tem ociosidade do parque industrial e tem investimentos em curso, como os que estão sendo retomados porque foram engavetados [diante da crise]”, disse.

Para ele, são várias combinações de fatores que fazem com que a inflação não mostre qualquer tipo de pressão. Ele lembra que os preços podem até aumentar um pouco, mas não haverá uma trajetória explosiva que não permita uma ação do Banco Central de exercer uma trajetória ascendente da taxa básica de juros.

“A gente não acredita. Pode até ocorrer [elevação da taxa], mas o nosso cenário é de manutenção da Selic”, afirmou.

Na questão do câmbio, o economista entende que as últimas medidas adotadas pelo Banco Central taxando a entrada de moeda estrangeira no país e aumentando as condições para que as empresas encontrem fontes de financiamento no mercado doméstico, com o lançamento de letras financeiras por parte de bancos locais, são ações que vão apenas atenuar o fortalecimento do real.

Ele lembra que a percepção dos investidores mudou para o Brasil, que praticava taxas de juros estratosféricas, pois tinha risco país elevado e precisava atrair capital. Agora, o padrão é outro e inverso, porque mesmo com a crise, os analistas veem o Brasil com estabilidade monetária, fundamentos econômicos sólidos e a forma que o governo tem atuado diante da crise. Diante de tal visão do mercado financeiro sobre o país, segundo ele, é impossível no momento observar uma interrupção da entrada de capital externo.

“Primeiro porque o diferencial de taxas de juros ainda é imensa quando você compara os Estados Unidos e o Brasil. Segundo, quando você compara o Brasil com o resto do mundo é um país que está sendo visto, não como forte com crescimento previsto de 5,5%, mas como um crescimento sólido e sustentável no sentido do avanço dos investimentos ao mesmo tempo”.

Ele porém, não condena as medidas, como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras, mas alerta que a valorização excessiva do real é preocupante justamente porque tira a capacidade de competitividade da indústria e sobrevaloriza os produtos brasileiros no exterior prejudicando as exportações.

Tanto é que Sondagem Industrial do terceiro trimestre ficou claro que a expectativa dos empresários industriais para os próximos 12 meses é que a indústria nacional fique focada no mercado interno, que tem sustentado a recuperação econômica no Brasil.

Por Daniel Lima

Repórter da Agência Brasil www.agenciabrasil.gov.br/noticias/

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

José Ronaldo - Sabatinado no programa "Entrevistas Coletivas", da Rede Bandeirantes.


Por Marcello Araujo.

O ex-prefeito, José Ronaldo de Carvalho, foi sabatinado no programa “Entrevistas Coletivas”, levado ao ar pela Rede Bandeirantes no domingo, 20 de dezembro às 23h30, com apresentação da jornalista Ludmila Bertié.


Bastante à-vontade com os temas expostos através de perguntas de vários jornalistas e apresentadores da sucursal da rede na Bahia, o Dr. José Ronaldo respondeu com sua peculiar inteligência e conhecimentos sobre todos os assuntos políticos e sociais.

Temas como saúde, educação e segurança foram as principais abordagens, mas a desenvoltura do atual prefeito Tarcísio Pimenta foi questionada também. Porém nenhum argumento dos jornalistas poderia derrubar ou contestar o ex-prefeito, conhecedor das causas e prerrogativas da atual gestão municipal.

Alguns pontos ficaram em destaque como a segurança no estado, onde o Dr. José Ronaldo lembrou que apenas 10% dos recursos eram dirigidos para esta área. “O que falta é uma solução administrativa”, disse o ex-prefeito salientando da necessidade do governador de investir mais em homens, equipamentos e estruturas.

Quando questionado da saúde e da digitalização dos postos de Feira de Santana, não faltaram em suas palavras elogios à gestão de Tarcísio Pimenta, preocupado no atendimento com excelência.

Logicamente por pertencer ao DEM, foi questionado sobre o Governador José Arruda e com as palavras “é lamentável”, “essas pessoas devem ser punidas” ele conduziu sua opinião e lembrou: “se o próprio PT não condenou aqueles do Mensalão, ficam outros com o sentimento de impunidade e que podem fazer o mesmo” e repetiu “deve-se punir todos os envolvidos”.

Ainda ficou a dúvida ao que o ex-prefeito será candidato, mas o certo é que será.

Pela “Entrevistas Coletivas” já passaram pesos pesados da política baiana, com destaque para o governador Jaques Waqner, deputado federal ACM Neto (DEM), e César Nunes, secretário de Segurança Pública do Estado .

José Ronaldo é o nome mais cotado do Democratas baiano para compor a chapa majoritária encabeçada pelo ex-governador Paulo Souto. Assim o DEM enfrentará o governador Jaques Wagner na sua tentativa de reeleição.

Além de ter desempenhado importantes papéis em vários mandatos parlamentares consecutivos na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal, José Ronaldo presidiu e fez o seu sucessor na União dos Municípios da Bahia (UPB), e saiu consagrado da Prefeitura de Feira de Santana, após oito anos de mandato (2001-2008), com aprovação quase unânime do segundo colégio eleitoral mais importante da Bahia, também obtendo êxito ao utilizar o seu prestígio político na construção da eleição do atual prefeito Tarcízio Pimenta.


FOTOS: Marcello Araujo, imagens da tranmissão da Rede Bandeirante, do programa “Entrevistas Coletivas”, de 20 de dezembro de 2009, às 11:30 e 12:00.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Governo estimula o comércio de motos sem antes educar o motociclista.


Por Marcello Araujo:
Fotos*

    Saiu no Portal Exame a seguinte notícia:




 
“Caixa e BB lançam crédito de R$ 3 bilhões para motos.

O financiamento será feito diretamente nas revendedoras, por meio de bancos parceiros, como Votorantim e Panamericano

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) lançaram nesta quinta-feira (17) uma linha de crédito de R$ 3 bilhões para o financiamento de motocicletas no país. Do total, R$ 200 milhões são oriundos de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e R$ 2,8 bilhões serão disponibilizados pelas instituições financeiras.

O financiamento será feito diretamente nas revendedoras, por meio de bancos parceiros. O BB terá como parceiro o banco Votorantim e a Caixa, o Panamericano.

O foco da linha de crédito estará na oferta de motos com até 150 cilindradas, segmento responsável por 90% das vendas de motos.

A Caixa e o BB também avaliam ações para intensificar a oferta de consórcios para motos, modalidade que representa hoje 32% das vendas do setor.

Com uma frota de 14 milhões de motos, o país é o quarto maior mercado em vendas, atrás de China, Índia e Indonésia. O setor tem hoje 11 empresas instaladas no país e há previsão de alta de investimentos e expansão do parque industrial.”

Onde vamos parar com tantas motos em trânsito?

Ao pesquisar sobre acidentes de motos, mais surpreendente ficamos em constatar que até mesmo o SAMU, um órgão do próprio governo federal, informa dados assustadores. Os acidentes com vitimas fatais envolvi na sua maioria, as motos, seja em áreas urbanas ou em estradas.

A Dra. Maiza Macedo, Coordenadora do SAMU de Feira de Santana, relata em entrevista à Secretaria Municipal de Comunicação: “aqui em Feira de Santana a nossa atenção é especial para os motociclistas em função do preocupante número de acidentes. Vários fatores interferem para o número de acidentes, desde a falta de atenção de alguns motociclistas, uso de drogas lícitas, como bebidas alcoólicas, até a falta de equipamentos de segurança.”

Ora, se o próprio governo federal ainda não conseguiu promover ações mais efetivas para diminuir os casos de acidentes envolvendo motos, como pode então estimular o crescimento da frota?

O motorista cauteloso quando está na primeira fila de alguma sinaleira de Feira de Santana nunca sai imediatamente quando o sinal abre. Espera a dezenas de motos arrancarem primeiro, pois parece que todos aqueles motociclistas estão com mais pressa do que qualquer outro motorista ali presente, formando uma massa de ferro e borracha desgovernada. Nunca para próximo demais do carro à frente. Dá um espaço entorno de 1,5 metros, assim os apressadinhos de motos, que “zigzagueiam” entre os carros, terão espaço suficiente para sua falta de educação, afinal se eles encostarem, arranharem ou criarem mossas nos veículos em seus caminhos nada fazem: não param, nem se desculpam. Simplesmente saem dali o mais rápido que possa.

A moto é um veiculo ágio e econômico. Pessoas preocupadas com a emissão de CO² na atmosfera bem que deveriam ser a maioria de proprietários destes veículos, mas o que se vê é que estas pessoas, por amarem a vida, por se dedicarem a causas que envolvam a educação sócio-ambiental, preferem veículos bem mais seguros.

A esperança será que o Governo Federal veja, enquanto é tempo, a conseqüência de seus atos e reveja a política de transito brasileira.

* Fotos: Fonte www.atribunamt.com.br

Brasil não vende Amazônia, diz Lula em entrevista a jornais internacionais, o presidente brasileiro negou a hipótese de o Brasil vender a Amazônia

Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, nega que país tenha pretendido vender Amazônia



Em Copenhague para a 15ª conferência climática patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista por escrito a dois jornais nórdicos, o "Politiken", da Dinamarca, e o "Dagbladet", da Noruega, e rechaçou a versão de que o Brasil pretenderia "vender" a Amazônia. "É claro que aceitamos dialogar com a comunidade internacional e cooperar com ela em projetos de conservação", comentou o presidente na entrevista, publicada hoje pelos dois periódicos e divulgada no Brasil pela Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto.


"Mas não posso deixar de dizer que, independentemente dessa cooperação, a meu ver ainda muito tímida, o Brasil tem enfrentado com determinação, e sobretudo com recursos próprios, o desafio de conter o desmatamento e de promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Além disso, também é pública nossa meta de redução do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, cujo resultado em termos de redução de emissões é superior ao que muitas potências do mundo desenvolvido estão oferecendo até o momento na COP-15", disse Lula

E prosseguiu: "Posso garantir que, se estivéssemos à espera de o mundo pagar, o quadro do desmatamento hoje na Amazônia seria muito pior do que é." O presidente também defendeu a posição do País na conferência climática. "O Brasil assumiu essa posição (de reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões de gás carbônico) porque o combate ao aquecimento global exige compromissos sérios e concretos por parte de todos os países", declarou

"Não podemos desperdiçar a oportunidade que Copenhague nos oferece, e por isso tenho insistido há muito tempo na necessidade da presença dos líderes mundiais na conferência. De nossa parte, quisemos dar uma contribuição clara para, assim, poder cobrar dos demais países medidas concretas para enfrentar o problema", enfatizou Lula. O presidente brasileiro observou ainda que a matriz energética do País é, em sua maior parte, limpa e defendeu a exploração das reservas de petróleo na camada pré-sal. "Para se ter uma ideia, 85% da energia elétrica produzida no Brasil é limpa e renovável e 47% de todo o combustível que utilizamos é limpo e renovável", explicou

"A descoberta do petróleo do pré-sal não vai alterar o perfil energético do País. Vamos explorar esses recursos com critério e responsabilidade, até porque eles serão importantes para gerar recursos que serão usados para construir um futuro melhor para os brasileiros, principalmente os mais pobres. Não há desenvolvimento sem energia, e em matéria do uso racional da energia temos mais lições a dar que a receber.

Feira tem 82º PIB do país

Representantes do comércio e da indústria comentam


Representantes de duas das principais entidades de classe - comércio e indústria - comemoram o que consideram gigantesco o salto de Feira de Santana na área econômica ao longo dos anos, posicionando-se entre as 30 cidades que mais geraram emprego formal (com carteira assinada) no mês de novembro em todo Brasil, além de pular para o 82º lugar entre os municípios mais ricos do país, registrando um Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de R$ 4,7 bilhões.


“Feira de Santana está em uma fase excepcional com o aumento na oferta de empregos formais e o reflexo no crescimento do PIB”, resumiu o presidente do Sindicato do Comércio, José Carlos Moraes Lima. “Contrariando a crise econômica que afetou o mundo inteiro”, conforme completou o presidente do Centro das Indústrias de Feira de Santana (Cifs), André Régis Andrade.

Os dirigentes apontaram as intervenções do Governo Federal cruciais para salvaguardar a economia, beneficiando cidades como Feira de Santana, potencialmente vista como “bons olhos” pelos investidores, reaquecendo o sistema, gerando novos empregos formais.

Eles citaram, por exemplo, a redução da alíquota do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) e o lançamento de programas habitacionais no Brasil, especialmente em Feira de Santana, onde as empresas acabaram impulsionando as linhas de produção e, por conseguinte, as vendas. Com isso, a geração de 1.729 empregos formais no mês de novembro em Feira.

Segundo José Carlos Moraes Lima, o período de fim de ano também contribuiu para elevar o número de vagas com os chamados empregos temporários, totalizando quase 30 mil trabalhadores com carteira assinada somente no comércio. A expectativa é de um aumento de 10% a 12% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. “A cidade está fervilhando, lojas abarrotadas de gente e a expectativa é de dois milhões de pessoas de outras cidades até o final de dezembro para fazer compras em Feira!", disse.

A posição geográfica de Feira de Santana, tornando-se o maior entroncamento rodoviário do Norte e Nordeste e um dos primeiros do país, também foi apontada como fator preponderante para o crescimento econômico do município. André Régis observa que a posição privilegiada de Feira acabou atraindo grandes investidores nacionais, a exemplo das grandes redes atacadistas e industriais – neste último caso, que se instalaram no Centro Industrial do Subaé (CIS).

“A localização privilegiada do município é muito importante para as empresas que atuam como logística e, no caso de Feira de Santana, foi fundamental para as empresas que projetam sua expansão para o Norte e Nordeste”, disse André, “gerando oportunidades de empregos formais, crescimento econômico e, consequentemente, do PIB”.

A estruturação do município , através dos poderes públicos, preparando-se para absorver novas empresas, também foi apontado como fator importante para que Feira de Santana viesse a se tornar definitivamente em uma cidade-pólo. “Os últimos nove anos do governo municipal, dotando a cidade de infra-estrutura, levaram os investidores a descobrir o verdadeiro potencial econômico na região”, acrescentou José Carlos Moraes.

Feira de Santana aparece na 28ª posição entre as cidades que mais gerou emprego formal em novembro no Brasil. A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. De acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16), Feira gerou 1.729 empregos, o que representa 2,13% do total 246 mil postos de trabalho formal criados no mês.

O número de empregos formal criados em Feira de Santana é superior, inclusive, a quatro capitais, que estão entre as 50 maiores. São elas: Belém (PA), com 1.687 empregos (0,75%), na 30ª posição; Maceió (AL), com 1.512 empregos (1,04%), 32ª posição; João Pessoa (PB), com 1.199 empregos (0,95%), na 38ª posição, e Vitória (ES), com 1.007 empregos (0,66%), na 46ª posição.

Na Bahia, além de Feira de Santana, outras três cidades aparecem na lista com destaque para a criação de empregos. São elas: Salvador com 8.124 empregos (1,52%), na 3ª posição; Lauro de Freitas com 1.009 empregos (1,19%), na 45ª posição, e Camaçari com 976 empregos (1,63%), na 48ª posição.

A 82ª cidade mais rica do país, Feira de Santana também se posiciona bem no Nordeste, ficando em 14º lugar. E, na Bahia, ocupa a 4ª colocação, atrás de Salvador, Camaçari e São Francisco do Conde. Os dados foram divulgados na quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou o PIB dos municípios brasileiros em 2007.

Fonte Secom: http://www.feiradesantana.ba.gov.br/noticia.asp?id=2462

II Feira do Trabalhador Rural

Uma motivação para o agricultor familiar

Desta quinta-feira (17) até domingo (20), acontece a II Feira do Trabalhador Rural. Representantes dos oito distritos de Feira de Santana estão expondo para venda produtos típicos da zona rural no Espaço de Cultura, Arte e Lazer Marcus Moraes, no centro da cidade.


Quem visitar as barracas que vão permanecer no local durante o período vai encontrar redes, tapetes, brincos, pulseiras e artesanato no geral, além uma variedade de subprodutos do leite, mandioca e milho.

Segundo o secretário de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural, Ozeny Moraes, a Feira objetiva motivar o pequeno agricultor a produzir mais. “Principalmente esse público da agricultura familiar”, frisa.

O secretário acrescenta que com um mercado consumidor sem que seja necessária a interferência de um atravessador - o agricultor produz e vende diretamente ao cliente final - o ganho é maior. “É bom tanto para o produtor, que lucra mais, quanto para o consumidor, que compra mais barato”, constata.

Susana Neves, produtora de Humildes, afirma que a data da Feira foi solicitada pelos próprios agricultores no sentido de aproveitar o bom movimento do comércio neste período de fim de ano. E, no que depender deles, a Feira vai acontecer mais vezes.

“A gente produz, mas se não sairmos dos distritos não tem quem compra. Por isso, estamos vendo junto a Secretaria de Agricultura e Prefeitura a possibilidade de fazer a Feira mais vezes”, destaca. Miguel Pereira de Jaiba acrescenta: “Só assim os produtores da zona rural vão ter maiores chances”.

O secretário Ozeny Moraes, que já tem conhecimento da proposta, fala que a Prefeitura, através da Secretaria, já está buscando um espaço definitivo, onde essas pessoas possam comercializar mais vezes.

“A primeira foi boa, a segunda vai ser ótima e a terceira vai ser excelente”, diz Suzana confiante. E o secretário apóia o ânimo. “As vendas são boas. Há pessoas que no curto período de exposição os produtos acabam e têm que renovar, o que é geração de mais emprego. A gente sente que é necessário um espaço fixo”, volta a dizer.

Fonte Secom: http://www.feiradesantana.ba.gov.br/noticia.asp?id=2457

Feira continua entre os maiores municípios em relação ao PIB



Foto: SkyScraperCity

Postado por Dimas Oliveira http://oliveiradimas.blogspot.com/

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira, 16, o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios. Feira de Santana tem PIB de R$ 4.721.367, entre os maiores municípios em relação ao PIB no Brasil. O PIB per capita é de R$ 8.254.

Feira de Santana é o quarto maior PIB da Bahia, com 4.721.367, atrás de Salvador (26.727.132), Camaçari (10.401.520) e São Francisco do Conde (7.144.211), todas da Região Metroplotana de Salvador. Na frente de Candeias (2.479.571), Simões Filho (2.404.202) e Lauro de Freitas (2.106.145), também da RMS.

Crescimento bruto

Com 868,8 milhões, Feira de Santana fica em primeiro lugar em crescimento bruto do PIB no Nordeste - afora cidades de região metropolitana - em 2007, na frente de Paulo Afonso (BA), com 483,2 milhões; Mossoró (RN), com 522,9 milhões; Açailândia (MA), com 391,5 milhões; Campina Grande (PB), com 379,9 milhões; Vitória da Conquista (BA), com 246,3 milhões; Caruaru (PE), com 231,6 milhões; Sobral (CE), com 225,1 milhões; Itabuna (BA), com 219,9 milhões; e Petrolina (PE), com 160,7 milhões.